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Mundo 29/10/2018 10:43 emarket

Mal de Alzheimer: saiba mais sobre a doença que afeta 47 milhões de pessoas no mundo

De acordo com Associação Internacional de Alzheimer, casos podem praticamente triplicar até 2050.

A cada 3,2 segundos um novo diagnóstico de Alzheimer é detectado no mundo de acordo com a Associação Internacional de Alzheimer. Este tempo pode ser ainda menor, já que de acordo com a organização até 2050 a previsão é de que haja um novo caso a cada segundo, o que na prática significa que 132 milhões de pessoas podem desenvolver a doença até lá.

O mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum representando de 60% a 70% dos diagnósticos.  Atualmente, cerca de 47 milhões sofrem com a doença segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Diante destes dados, muitas pessoas se perguntam como surge a doença, quais os primeiros sinais, como tratá-la e se existe algum tipo de intervenção que reduza os sintomas e melhore a qualidade de vida do paciente. Para responder essas questões, separamos as principais dúvidas em tópicos.

 Causas desconhecidas, sintomas comuns e progressivos

Independente do nível, a doença de Alzheimer não tem uma causa conhecida. No entanto, alguns fatores de risco podem contribuir para que ela apareça. Um deles é a idade já que grande parte das pessoas doentes manifesta o diagnóstico com mais de 65 anos. Apesar disto, não existe uma regra, já que de acordo com especialistas a doença também pode ser detectada aos 85 anos e em alguns casos, pessoas com menos de 50 anos também podem desenvolvê-la, sem muitas vezes nem notar os sintomas.

Neste sentido, a descoberta tardia ou o diagnóstico errado – como por exemplo, confundir o Alzheimer com a depressão em idosos (que é diferente da depressão em pessoas mais jovens) ou outras doenças é uma situação que acontece.

Outro fator que pode influenciar o diagnóstico é a predisposição genética. Quando o pai, a mãe ou os irmãos de uma pessoa apresentam a doença, há mais probabilidade da pessoa desenvolver. De acordo com pesquisadores, o gene APOE-e4 é o gene mais comum associado a estre transtorno e pode influenciar até 25% dos casos.   Porém, cientistas alertam que além dos fatores genéticos e ambientais, o estilo de vida também pode influenciar.

Muitos associam a doença a questões genéticas

Outras condições como doenças cardiovasculares e traumatismo craniano que podem influenciar as atividades cerebrais também não estão descartadas como causadoras da doença. Apesar disso, há muitos estudos inconclusivos e muitas possibilidades que podem estar relacionadas ao Alzheimer.

Na prática, essa condição provoca a deterioração da capacidade cerebral, causando desde perda da memória à perda da linguagem, capacidade cognitiva e razão.  É preciso observar os sintomas, mas nem sempre isto é uma tarefa fácil, já que segundo a Alzheimer’s Association, os sintomas se dividem em pelo menos quatro fases. Inicialmente tudo começa com perda de memória e alterações na personalidade. Depois, a pessoa pode ter dificuldade para falar, dormir, coordenar movimentos e pode se esquecer dos locais que frequenta. Em um terceiro estágio, o doente pode não conseguir executar tarefas simples do cotidiano como ir ao banheiro e comer. No estágio mais avançado e terminal, além de não reconhecer os familiares, a pessoa pode ter dor ao engolir, além de infecções intercorrentes e até restrição à cama.

Diagnóstico

Como não há só uma causa para a doença, o diagnóstico do Alzheimer também é complexo e requer uma avaliação completa do especialista. Além de analisar o histórico familiar, é comum que o médico peça exames de sangue, testes cognitivos que ajudam a avaliar a memória e o pensamento, exame neurológico e um exame de ressonância magnética que vai revelar ao médico a atividade cerebral do paciente.

 Independente da forma, do estágio e do diagnóstico uma coisa é certa: quanto mais cedo a pessoa descobrir a doença, melhor será o convívio com ela. Neste sentido, a associação France Alzheimer defende a importância de se falar da doença, quebrar os tabus e incentivar o trabalho de prevenção.

Tratamento e qualidade de vida

As formas de tratamento da Doença de Alzheimer dependem muito do estágio da doença e de como ela afeta a vida do paciente. Não existe uma cura definitiva, no entanto, o uso de medicamentos que inibem a chamada colinesterase, presente nas hemácias nervosas e que destrói neurotransmissores, podem aumentar os níveis do transmissor acetilcolina, ajudando na comunicação entre os neurônios e amenizando o problema.

Apesar disso, cada organismo reage de uma forma diferente e nem todas as pessoas podem ter o mesmo resultado com o tratamento medicamentoso. Pesquisadores da Universidade de Pitrsburgh, dos Estados Unidos, alertam que ter um estilo de vida saudável é uma excelente ideia para prevenir a doença. Isto inclui se alimentar bem, não fumar, não beber e praticar exercícios físicos. Se uma pessoa corre 8 km por semana, pode proteger o cérebro por até 10 anos.

Além disso, ler, socializar, fazer palavras cruzadas e exercitar o cérebro é uma coisa que ajuda bastante.

Apostar na qualidade de vida nunca é demais para essas pessoas, considerando que a progressão constante da doença causa sofrimento ao paciente e sobrecarrega o cuidador. Neste contexto, tratamentos alternativos e que permitem a socialização e interação dos pacientes é uma solução promissora. Em países como França e Holanda, este tipo de coisa já é comum. Segundo a rede BBC, o ministro francês Henri Emmanuell deu início à construção de uma vila para pessoas diagnosticadas com Alzheimer conviverem entre si, praticando atividades físicas, tendo uma vida social fora do hospital mas sem deixar de ter um acompanhamento médico. Já pensou? Saiba mais como essas alternativas podem revolucionar o tratamento de pessoas nessa situação.


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