Economia

Mais um golpe da Energisa 16/04/2019 17:44 Alerta Rondônia

Rondônia sofre novo golpe da Energisa

Dirigentes criaram expectativas e estão frustrando muitos trabalhadores

Quando foram anunciadas as construções das Usinas do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, sendo a UHE Jirau e Usina Hidrelétrica Santo Antônio, que teve o início das obras no ano de 2006, criou-se também um festival de discursos progressistas garantindo uma nova era de riqueza e desenvolvimento para o Estado.

Embriagados pela expectativa de ver a transformação prometida, que na verdade aconteceu para um numero pequeno de pessoas, especialmente da capital, e também para alguns políticos que hoje são destacados nos processos da “Operação Lava Jato”, nos esquecemos de abrir os olhos para os efeitos colaterais, um ônus que experimentamos os dissabores nos mais diversos sabores.

Sem contar a devastação ambiental e inundações no período de chuvas, milhares de famílias ainda brigam na justiça os direitos à indenização pelos prejuízos causados, especialmente das regiões de Jaci-Paraná, distrito de São Carlos, Candeias do Jamari, em muitos casos a degradação do solo atingiu muitos moradores que não estavam previstos no estudo de impacto inicial.

Um dos últimos episódios foi o pedido de autorização para elevação da barragem em 80 centímetros, certamente isto traz mais danos e impactos difíceis de calcular, projeto este encabeçados pelo executivo estadual, nos períodos liderados por Confúcio Moura (MDB) e posteriormente assumido por Daniel Pereira (PSB), onde eram ofertados somente R$ 4 milhões em compensações pelos danos, graças ao deputado Adelino Follador (DEM) que sobrestou o projeto por quase um ano e, depois de muita pressão e negociações este valor foi elevado a R$ 81 milhões, estendo os valores a todos os municípios de Rondônia, sendo R$ 1 milhão para cada município e Jaci-Paraná, a grande afetada, R$ 30 milhões.

Encontro do governador Marcos Rocha com o presidente do Grupo Energisa. Foto: Secom

Quando foi anunciado o aumento em 27% na tarifa da energia em Rondônia pela Energisa, que havia assumido o controle da Eletrobrás/Ceron poucos dias antes, houve-se manifestações em todo Estado, no dia 12 de fevereiro, O presidente do Grupo Energisa, Ricardo Perez Botelho, esteve em Rondônia para anunciar o investimento de R$ 471 milhões somente este ano no Estado, a intenção era acalmar as manifestações e criar novas expectativas, inclusive de geração de empregos.

Esta semana o site Alerta Rondônia obteve, com exclusividade, informações seguras sobre as ações da empresa contratada pela Energisa para a execução das obras em Rondônia, o Grupo Cobra, que já se prepara para iniciar os trabalhos, porém, as contratações de mão de obra, equipamentos e veículos, que se esperava ser de moradores e pequenas empresas do estado, estão sendo trazidas de outras regiões.

Segundo o informante, a empresa convocou as pessoas interessadas a entregarem seus currículos, porém, é tudo uma farsa, os currículos estão sendo todos descartados, pois os trabalhadores estão sendo trazidos dos estados do Nordeste e Rio de Janeiro.

Fato é que, a anunciada geração de emprego, assim como a geração de energia, vai beneficiar outros estados da federação.

Tudo bem que, indiretamente, obras deste vulto irão movimentar vários setores, mais uma das grandes expectativas quanto a geração de empregos é mais uma atitude decepcionante ao povo de Rondônia por parte da Energisa.

Observa-se uma sucessão de erros que refletem diretamente na economia e de modo geral na vida dos rondonienses, especialmente nas negociações para definir as obras e a prestação do serviço. Quando anunciou a construção das usinas, as autoridades deveriam ter exigido uma tarifa diferenciada para os moradores do estado, perdeu-se também a oportunidade ao discutir a privatização da Ceron, por fim, seria justo que as contratações para a execução destas obras fossem feitas com moradores de Rondônia, salvo mão de obra especializada não disponível no nosso mercado.

Porém, ainda dá tempo de mobilizar manifestações, especialmente por parte das autoridades políticas, para que revejam esta condição de contratações aplicada pela Cobra com aval da Energisa.

 

 


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