Educação

Cacoal 24/03/2018 10:22 G1

Professores grevistas protestam durante palestra oferecida a mais de 700 servidores em Cacoal

Os educadores da rede estadual fizerem um protesto na frente de uma casa de shows usada para uma palestra para mais de 700 servidores da educação, nesta sexta-feira (23), em Cacoal (RO). No local, os grevistas usaram cartazes e gritaram palavras de ordem e cantaram músicas contra o governo do estado.

O diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia (Sintero), Vandeburgo Correia, atribui ao Governo do Estado a culpa dos educadores estarem paralisados há 32 dias. O término da greve depende da proposta apresentada pelo governo.

Vandeburgo explica que a intenção dos grevistas com as manifestações é chamar a atenção do governo.

“O governo foi notificado em dezembro de um plano estadual de educação para ser cumprido, no entanto, até o momento não recebemos respostas. Ele tem se blindado atrás de uma mesa de negociação permanente, que serve para protegê-lo”, reclamou o diretor.

Entre as reivindicações dos professores está um plano estadual, aprovado em 2015. O plano trata sobre o piso dos técnicos, merendeira e outros profissionai. Segundo os manifestantes, a lei do piso para os professores também já foi aprovada.

“São por essas razões que a educação está lutando de forma respeitosa, junto ao estado. Já estivemos em três ou quatro audiências, mas que o governo não participou. É preciso que a sociedade saiba que o Governo de Rondônia é o maior culpado dessa greve”, atribui Vandeburgo.

O diretor diz ainda que a classe está se sentindo humilhada diante do tratamento empregado aos servidores, pelo estado.

“Nós estamos nos sentindo horrorizados, desmotivados e sobretudo humilhados, porque um governo que se quer dá uma resposta, não respeita a categoria”, lamentou o professor.

Vandeburgo diz que a greve o último recurso dos servidores e que a situação gera transtorno a sociedade, porém como não há retorno, esse recurso precisa ser utilizado.

“Lamentavelmente precisamos fazer a greve, sabemos que isso traz um transtorno a sociedade. Nós servidores da educação temos que repor todos os dias que estivermos em greve, pois a educação funciona com dias letivos. Esse governo não respeita a educação, e está desrespeitando toda a sociedade civil organizada, com essa atitude”, disse.

O diretor disse que o fim da greve depende da proposta apresentada pelo estado de Rondônia. Na última quarta-feira (21), o governo informou que deve apresentar uma proposta até o final de semana.

Nesta sexta-feira, professores da rede estadual ocuparam o prédio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em forma de protesto. O local segue sendo ocupado pelos educadores.


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