Justiça

Rondônia 21/06/2018 09:35 G1

Inquérito de caminhoneiro morto a pedrada é concluído e suspeito indiciado por homicídio

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do caminhoneiro José Batistela, de 70 anos, em Vilhena (RO), na região do Cone Sul. José foi morto no dia 30 de maio, com uma pedrada na cabeça, durante o fim da manifestação dos caminhoneiros, na BR-364. O caminhoneiro Willians Maciel Dias se apresentou à polícia e confessou o crime. As investigações apontaram que ele não teve ajuda para cometer o homicídio doloso.

De acordo com o delegado regional, Fábio Campos, Willians e mais dois homens chegaram a recolher pedras com o intuito de arremessá-las em veículos. Contudo, os outros suspeitos receberam um chamado do patrão e saíram do carro.

Conforme as investigações, Willians dirigia o carro e, no momento do crime, estava com a esposa e a filha do casal, um bebê de nove meses.

“As pedras ficaram dentro do carro. Ele estava retornando para deixar a esposa em casa. Inclusive, a esposa teria falado para que ele não fizesse isso, mas ele acabou jogando a pedra no caminhão”, explica Campos.

Willians foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Judiciário de Vilhena. “Para nós ficou extremamente claro que, a partir do momento em que ele jogou uma pedra daquele tamanho, num caminhão vindo no sentido contrário, ele assumiu o risco de atingir o motorista e causar o evento morte”, enfatiza Campos.

Willians continua preso na Casa de Detenção de Vilhena. A defesa pediu a revogação da prisão dele, mas a solicitação foi negada pela 1ª Vara Criminal da cidade. A defesa afirma que vai recorrer da decisão no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).

Família da vítima

A viúva do caminhoneiro, Margarida Batistela, contou no dia 3 de junho que morava com José e os filhos em Jaru (RO), há 20 anos. Na última semana, o esposo seguia viagem pela BR-364 para levar uma carga de madeira ao município de Mirassol D'Oeste (MT).

Segundo a viúva, José estava parado há nove dias em Vilhena por causa da manifestação dos caminhoneiros. Quando ele decidiu seguir viagem, no último dia 30, foi atingido com uma pedrada na cabeça e morreu no local.

"Aquela pedra atingiu ele, acabou com a minha família, com a minha casa, meu esposo, os sonhos dele, nossos sonhos", disse emocionada.


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