Justiça

Rondônia 23/08/2018 10:37 G1

Réus chegam para o 2° dia de júri no caso de jovem morta em 'teste de fidelidade'

Júri está ocorrendo na cidade de Cerejeiras, região do Cone Sul do estado. Réus serão julgados por seis homens e uma mulher.

Diego de Sá Parente e Ismael José da Silva, acusados de matar a jovem Jéssica Moreira "em um teste de fidelidade", chegaram para o segundo dia de julgamento do caso em Cerejeiras (RO). Ismael, que namorava a vítima na época, chegou nesta quinta-feira (23) acompanhado da família no Fórum de Justiça. Já Diego foi levado sob escolta, pois ele está preso.

O júri popular dos dois réus começou na a última quarta-feira (22). Seis homens e uma mulher formam o corpo do júri, que é presidido pelo juiz Bruno Magalhães Ribeiro dos Santos.

Neste segundo dia de júri, os jurados devem ouvir o depoimento de Diego, primo de Ismael. O julgamento foi marcado para iniciar às 9h.

Cronologia do 1° dia de júri

  • Júri começou às 9h da manhã, com sorteio de júri.
  • Primeiro depoimento foi de uma investigadora da Civil, às 10h30.
  • Testemunha seguiu falando até por volta de 13h. Outro policial foi dispensado.
  • 11 pessoas foram ouvidas, sendo elas oito testemunhas e três informantes – pessoas que têm alguma ligação com os réus e com a vítima.
  • Ismael é ouvido durante a noite pelos jurados.
  • O júri seguiu até 23h em Cerejeiras.

Como Jéssica foi morta?

Jéssica foi a assassinada com golpes de faca após um suposto teste de fidelidade. A garota foi encontrada morta no dia 24 do mesmo mês, na Linha 4, zona rural de Cerejeiras. A vítima tinha apenas 17 anos.

O que alegam os réus?

Diego alega que o primo, Ismael, era um namorado extremamente ciumento e estava desconfiado da infidelidade de Jéssica. Por conta disso, o chamou para fazerem um teste de fidelidade com a garota.

Diego disse que foi ameaçado por Ismael para ajudar a esconder o corpo da garota. Porém, a defesa apresentou provas no julgamento, em 2017, que Ismael estava no trabalho no horário do crime, e o réu foi absolvido.

Após ser liberado, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) entrou com recurso e a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça foi unânime em determinar que Ismael também fosse julgado pelo júri popular.


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