Justiça

Rondônia 07/02/2019 10:42 G1 | Postado por Izabella Coelho - DRT 1587/RO

Testemunha revela a júri que universitária gritou por socorro e tentou correr antes de ser morta por amante, em RO

Julgamento de acusado está sendo feito nesta quinta-feira (7) em Porto Velho. Filho do acusado diz não saber que pai tinha caso com Silvia.

Teve início nesta quinta-feira (7) o julgamento de Jorge Martins, acusado de matar a facadas uma estudante depois dela entregar o trabalho em uma faculdade de Porto Velho. O crime foi em junho do ano passado. De início no julgamento, três testemunhas foram ouvidas, entre sete escaladas. Uma delas revelou que Silva Santos Souza, de 39 anos, pediu socorro e chegou a correr antes de ser morta pelo acusado, com quem tinha um caso extraconjugal.

A primeira testemunha a ser ouvida no Júri desta quinta-feira foi o filho do próprio réu, que afirmou não saber que o pai tinha um relacionamento com a vítima Silvia Santos Souza.

A segunda testemunha ouvida foi a irmã de Silvia. No depoimento, ela confirmou saber do caso que a vítima mantinha com Jorge. Segundo ela, o réu chegou a ameaçar Silvia uma vez, dizendo que "se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém". A testemunha contou, ainda, que Jorge tentou agredir sua irmã uma vez com um soco.

Silvia e Jorge, segundo testemunhas, eram vizinhos, e o acusado era muito próximo da família da vítima. Os dois tinham um relacionamento cada, mas mantinham um relacionamento entre eles há cerca de cinco anos.

Silvia foi morta após sair da faculdade em Porto Velho — Foto: Rede Amazônica

Silvia foi morta após sair da faculdade em Porto Velho — Foto: Rede Amazônica

Segundo a irmã da vítima, Silvia lutava para conseguir o divórcio, que não era dado pelo atual marido. O casal apenas morava na mesma casa e a vítima ia com frequência ao sítio do acusado.

A terceira testemunha ouvida trata-se da vizinha do sítio onde Jorge morava e onde o crime aconteceu. Segundo ela, Silvia chegou por volta das 22h do dia 6 de junho e que após confraternizarem os dois deram início a uma discussão com insultos.

A testemunha relatou, ainda, que ouviu a vítima gritar por socorro e tentar fugir de Jorge, mas acabou pega pelos braços. Depois disso, a vizinha lembra que Silvia ainda gritava com uma voz abafada e depois cessou. Segundo o laudo, Silviia foi morta por asfixia, antes de ser esfaqueada na região do tórax.

Jorge começou a ser interrogada na tarde desta quinta-feira. Um dos quatro advogados responsáveis pela defesa do réu, Roberto Harlei Nobre de Souza, afirmou que a equipe estuda uma melhor tese defensiva.

“Defendemos apenas o fato do qual ele denunciado para se retirar os excessos. Ele é um réu confesso com duas qualificadoras (agravantes), meio cruel e feminicídio. Nós e“Defendemos apenas o fato do qual ele denunciado para se retirar os excessos. Ele é um réu confesso com duas qualificadoras (agravantes), meio cruel e feminicídio. Nós entendemos que esse processo não é cabível com as qualificadoras”, explica o advogado.

Assim, a defesa acredita que o réu não será absolvido, mas que poderá pegar uma pena de seis a vinte anos em consonância com o entendimento do juiz.

Ainda segundo o advoga ouvido, há também um laudo que comprova a agressão contra o seu cliente, o que poderia ser intendido, eventualmente, como uma autodefesa do acusado, mas não o eximiria dos excessos cometidos no homicídio.

Júri popular é composto por sete pessoas, destas, cinco mulheres e dois são homens.

Julgamento

O juiz José Gonçalves da Silva Filho, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital, pronunciou o réu, Jorge Martins, conhecido por "Ceará", pelo crime de feminicídio. O júri ocorre no Fórum de Porto Velho.

Segundo informações de investigadores da Polícia Civil na época, Silvia namorava o dono do sítio onde foi morta.


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