Ariquemes (RO), 20 de agosto de 2019

Justiça

Porto Velho 15/05/2019 11:34 G1

Os acusados de estuprar e matar Naiara Karine, são submetidos a novo júri

Acusados tinham sido absolvidos, mas MP-RO conseguiu recorrer da decisão e pediu novo júri.

Começou na manhã desta quarta-feira (15) o novo júri dos acusados de matar e estuprar a jovem Naiara Karine em Porto Velho. O novo julgamento acontece porque o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) recorreu da decisão que absolveu os réus, Richardson Bruno Mamede das Chagas e Francisco da Silva Plácido, do crime de estupro.

Naiara sofreu estupro coletivo e foi assassinada a golpes de faca em janeiro de 2013, em um sítio abandonado de Porto Velho.

Ao todo, 12 testemunhas devem ser ouvidas pelo júri a partir desta quarta-feira. Sete das testemunhas foram indicadas pela defesa. Outras quatro foram indicadas pelo MP-RO e uma quinta foi intimida pelo próprio juiz.

A justiça não permitiu imagens dentro do plenário, durante o júri.

Resumo do novo julgamento

  • Novo júri popular é composto por 6 homens e uma mulher.
  • Promotor é o mesmo de abril de 2016: Elias Chakian Filho.
  • O juiz que conduz o caso também é o mesmo de 2016: Ênio Salvador Vaz.

Crime em 2013

Naiara Karine foi morta no dia 24 de janeiro de 2013, após sofrer um estupro coletivo praticado por, pelo menos, quatro homens. O corpo da jovem de 18 anos, que cursava jornalismo, foi encontrado em uma estrada conhecida como Linha 15 de Novembro, na Zona Rural da capital rondoniense.

Ela foi assassinada com vários golpes de faca e, segundo as investigações, sofreu violência sexual. O localizador do celular de Naiara ajudou a polícia a chegar ao local do crime horas depois de ter sido dada como desaparecida. Após um mês de investigações, a Polícia Civil caracterizou o crime como sequestro, estupro e homicídio.

1° júri

Em abril de 2016, Richardson e Francisco foram condenados pelo homicídio de Naiara Karine, mas foram absolvidos do crime de estupro.

Após o veredicto, o MP-RO recorreu da decisão do júri. O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) acatou o recurso e anulou a decisão do Conselho de Sentença que absolveu os réus.

No entendimento dos órgãos de Justiça, "a decisão dos jurados contrariou a prova dos autos".

Os dois réus, segundo as defesas, já estão em regime semi aberto


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