Ariquemes (RO), 22 de setembro de 2019

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Rondonia 10/09/2019 15:58 Correio central

Produtores fecham entrada do Laticínio Tradição de Jaru e exigem pagamentos atrasados

Produtores querem receber, funcionários alegam que a empresa faliu, mas as unidades de Jaru e Ji-Paraná estão recebendo leite para cooperativa de Rolim de Moura.

Um grupo de produtores de leite de municípios das regiões de Ariquemes e de Jaru está na portaria de entrada da unidade do Laticínio Tradição, em Jaru, realizando um protesto pacífico para cobrar providências da empresa quanto ao pagamento de meses atrasados de leite e a carreteiros que transportaram o produto e ainda não receberam pelo serviço.

Produtores e pequenos agricultores de Ariquemes, Campo Novo de Rondônia, Monte Negro, de Jaru e de Theobroma fazem piquete em frente à empresa e já tiveram duas conversas com a gerência, em vão segundo os lideres do movimento. Eles garantem que nenhum caminhão com leite entra no laticínio enquanto não forem ouvidos, e tiverem uma garantia de pagamento,  

“Ele falou que vai chamar a polícia, nós não somos bandidos, apenas querer receber o nosso dinheiro. Entregamos o leite faz mais de dois meses e temos despesas para pagar”, disse revoltado o agricultor Hélio Rodrigues Machado, que mora na Linha 55 em Campo Novo de Rondônia.

Os produtores asseguram que só deixam a unidade de produção em Jaru após obtiverem respostas de quando irão receber pelo leite que já foi entregue há três meses ao laticínio. Eles garantem que nenhum caminhão com leite in-natura vai entrar na fábrica de Jaru, e ninguém sai, enquanto não houver resposta para a quitação do débito que a empresa tem com eles.

A alegação, segundo os produtores que conversaram com o gerente da empresa é a de que não há recurso disponível no momento para o pagamento, e alguns servidores que receberam os produtores se queixaram que estão com o pagamento atrasado. Na segunda-feira, a unidade do Laticínio Tradição em Jaru recebeu 47.500 litros de leite e nesta terça-feira mais 24.000 litros estão armazenados para serem transportados para a fábrica de Ji-Paraná.

No entanto, os produtores estão revoltados pelo fato de o Laticínio Tradição estar recebendo nas unidades de Jaru e de Ji-Paraná leite de produtores filiados a Cooperativa Agropecuária dos Produtores de Leite de Rolim de Moura (COOAPROLIM) com a promessa de pagar por litro um preço bem além do que está sendo praticado no estado.

Os produtores que estão fechando a porta do laticínio em Jaru questionam como o Laticínio Tradição e a COOAPROLIM vão pagar os produtores que estão confiando seu leite s eles, se os débitos anteriores e o salário dos funcionários estão atrasados e a maioria dos funcionários comenta que a empresa está decretando falência.

O produtor Ulisses Alves Pinheiro, que reside na Linha Quarentinha, em Monte Negro, parou o trabalho em sua propriedade e veio para Jaru protestar e exigir o pagamento do leite que ele entregou.

Ulisses considera um desrespeito por parte da empresa à falta de satisfação. “Entreguei o leite por sessenta dias e eles não dão satisfação, não falam nada. Eu coloquei o carro na estrada e vim aqui pra cobrar, e só saio com o dinheiro no bolso”, garante.

“Eu tô pagando juros das minhas contas de boleto que eu devo, e eles não estão nem aí pra vida da gente. Nós viemos pra receber”, lamentou o produtor.

O carreteiro José Gilberto da Silva, de Monte Negro, também faz piquete em frente ao Laticínio Tradição em Jaru. Ele cobra cinco meses de frete de leite in-natura feito para a unidade de Jaru, e ao tomar conhecimento que o Tradição está recebendo leite da Cooperativa de Rolim de Moura com promessa de pagar mais caro pelo litro de leite, e em dia, decidiu protestar.

“Minha situação está difícil porque tem cinco meses que não recebo. Aí você tem gastos em média mil reais por mês, liga pra eles e quando atendem dizem que são funcionários, depende do patrão e não tem previsão pra pagar”, comentou José Gilberto.  


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