Ariquemes (RO), 18 de agosto de 2019

Policia

RO 16/05/2019 10:58 G1 | Postado por Izabella Coelho - DRT 1587/RO

Conselho Tutelar atende cerca de 5 casos de abuso sexual infantil por semana em Ariquemes

O Conselho Tutelar de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, divulgou na última terça-feira (14) que atende cerca de cinco casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes por semana no município.

Segundo o órgão, o número é alarmante, e na maioria das denúncias, o agressor pertence ao círculo de convivência da vítima, o que dificulta as denúncias e a proteção à vítima.

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) realiza nesta semana, diversas atividades em prol da Campanha “Faça Bonito: Proteja Nossas Crianças e Adolescentes” para alertar a população em denunciar os casos aos canais de proteção, como o Disque 100.

“Qualquer pessoa que saiba de alguma situação em que a criança ou o adolescente está vivenciando os abusos, que denunciem. Assim os órgãos competentes tomarão as providências necessárias para que esse problema seja resolvido. Precisamos dar um fim a esse crime”, disse a assistente social Elizete Peruffo.

A conselheira tutelar Izabel Felizarda explicou que geralmente as vítimas relatam sobre os abusos às pessoas em que elas confiam e até pedem ajuda às vezes, que ocorrem frequentemente nas escolas ou a algum morador vizinho.

“Quando recebemos a denúncia, nós vamos verificar se realmente procede. Ocorre que a maioria dos abusos é intra familiar, ou seja, dentro da família. Então nós procuramos a vítima em um ambiente neutro, pois se formos na casa dela e o agressor for o pai ou padrasto, dificilmente ela nos contará”, explicou.

De acordo com a conselheira tutelar, os abusos sexuais infantis possuem diversos contextos e não possuem classe social com maior incidência.

“Infelizmente, pode acontecer em qualquer classe social e a gente atende em todos os meios. Muitas famílias têm a cultura de que isso está certo, porque aconteceu com elas, por isso temos muita dificuldade de adentrar nessa instituição, que é a família”, alertou Izabel Felizarda.

O Centro de Referência Especializado de Assistências Social (Creas) realiza o trabalho de acolhimento psicológico das vítimas de abuso sexual para entender o lado emocional, a questão social, o impacto provocado na família e o que se pode providenciar para a criança ou adolescente ter uma melhor qualidade de vida.

"A criança ou adolescente abusado pode ter dificuldade no relacionamento quando adulto, dificuldade de casar, dificuldade de ter amigos, ela também pode virar uma pessoa totalmente retraída, ou uma pessoa extremamente extrovertida, que não tem esse limite ou esse parâmetro”, comentou a psicóloga do Creas, Claudia Moreira.

Conforme a psicóloga, a vítima dos abusos começam a apresentar vários comportamentos, que são chamados de sinais, onde os pais ou pessoas próximas devem estar atentos a qualquer mudança de comportamento.

"A criança que gostava de brincar o tempo todo com alguma pessoa da família ou vizinho, e de repente, ela para e não quer ir mais e começa a chorar. A que era extrovertida e começa a ficar muito isolada, querendo ficar muito no quarto. Na escola, começa a ter problemas de aprendizagem, cai as notas, fica muito calada, às vezes chora repentinamente, sem motivo nenhum, então tudo isso são sinais e comportamento que é do abuso sexual", destacou.

Denuncie

O abuso sexual contra crianças e adolescentes é crime e deixa marcas incuráveis. A sociedade é responsável para que esse silêncio seja quebrado e a realidade mude. Se você conhece ou suspeita que alguma criança ou adolescente sofre violência, denuncie e seja a voz daqueles que não podem falar.

Para denunciar, basta entrar em contato por algum dos portais, pelo telefone disque 100 que é nacional e serve para denúncias contra violência, abuso sexual, agressões físicas e/ou psicológicas cometidas contra crianças e adolescentes; pelo telefone fixo do Conselho Tutelar municipal, que é o 3535-2823 ou pela Polícia Militar no 190.


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