Regional

Porto Velho 08/11/2017 16:33 Fonte: Assessoria

Porto Velho registra mais de 100 homicídios somente neste ano, diz Polícia Civil

Mais uma morte foi registrada neste fim de semana em Porto Velho e aumentou para 115 o número de homicídios ocorridos na capital de Rondônia somente em 2017. Também no fim de semana, Ariquemes contabilizou mais uma morte. Os dados são da Direção Geral de Polícia Civil (DGPC) que prevê redução na quantidade de mortes violentas no estado quando comparado com 2016. A DGPC não informou o total de homicídios registrados em cidades no interior de Rondônia neste ano.

No ano passado, a Secretaria de Segurança Pública registrou 586 mortes violentas em todo o estado. Em 2015, o número tinha sido de 542. Somente na capital ocorreram 173 mortes em 2016 e 156, um ano antes. Os dados são do 11º Anuário da Segurança Pública divulgado na última semana. Conforme Elizeu Muller, diretor-geral da Polícia Civil, o Estado vem trabalhando de forma integrada para combater a criminalidade. 

Sem citar outras cidades ou regiões de Rondônia, o delegado afirma que a capital é a região mais violenta do estado. “Muitos fatores contribuem para que Porto Velho seja a região mais violenta, como escolaridade. Falta a escola fazer algo para manter os alunos em sala de aula, um lazer para a comunidade também é muito importante, uma fiscalização mais profunda e a prevenção. As mortes que ocorrem na cidade envolve, principalmente, os jovens entre 16 a 26 anos e, muitas vezes, essas pessoas estão envolvidos com drogas ou uso de entorpecente que acaba influenciando para que esses crimes aconteçam”, avalia o delegado.


Para o diretor, apesar do número do número de mortes violentas em Rondônia parecer elevado, a Polícia Civil tem conseguido um bom percentual de resolução dos crimes e apresentado uma redução dos casos. No interior, são pelos 71% dos crimes que a polícia consegue resolver, na capital a taxa de resolução é menor. 

Entre os casos ainda não solucionados está a morte do professor universitário Elessandro Milan, encontrado morto em março de 2016, dentro do apartamento onde ele morava localizado na Zona Leste da capital. O corpo foi esquartejado. A Delegacia de Homicídios de Porto Velho segue nas investigações para identificar o autor do crime. 

Ainda com a possibilidade de redução, o diretor credita união de esforços. “Essa redução significa um sucesso do sistema de combate à criminalidade sendo ela a Polícia Civil, Militar, Ministério Público e Judiciário, onde todos têm um papel importante para dar um bom resultado para a sociedade”, destaca. 


Os dados do anuário mostram ainda que Rondônia, em 2015, gastou R$ 679.580.560,43 com policiamento. Já em 2016, o gasto aumentou para R$ 706.707.474,65. Porém, reduziu em 27,54% o gasto total com segurança pública. Ou seja, caiu de R$ 1.051.630.960,23 para R$ 761.995.964,92, muito influenciado pela redução dos gastos com Defesa Civil e também com outras funções não especificadas no anuário.

Latrocínios


Isoladamente, foram registrados nove latrocínios (roubo seguido de morte) em Porto Velho, neste ano, apresentado uma redução muito boa, afirma o delegado. “Em 2015 foram registrados, somente na capital, 17 latrocínios, sendo que nove desses casos nós conseguimos solucionar. Já em 2016, foram registrados 20 casos e 11 foram solucionados. Dos nove deste ano, cinco foram dada resposta de imediato. Com todo nosso trabalho, cerca de 50% a 60% desses crimes, a polícia consegue dar uma resposta rápida, mesmo sendo um crime complexo de resolução”, diz.


Para o diretor-geral da Polícia Civil de Rondônia, a falta de testemunhas no local do crime é um dos fatores que dificulta o trabalho da polícia para chegar até o criminoso. “Muitas vezes as testemunhas não querem se expor e contar o que realmente que aconteceu com medo que algo possa acontecer com ela. Mas o uso de aparato técnico que a polícia disponibiliza, nós conseguimos chegar até o autor do crime”, garante o delegado, afirmando que a polícia está bem equipada para a investigação dos crimes.

No entanto, o delegado acredita que a com participação e envolvimento da sociedade, mais casos poderiam ser evitados e outros solucionados. “Nós da Polícia Civil temos um crédito muito grande com a população e ela confia no nosso trabalho. É de um grande embate nosso receber bem e respeitar a população porque só assim eles confiam na gente e, com isso, nós conseguimos alcançar resultados ainda maiores do que já temos, contando sempre com a ajuda da comunidade que tanto nos ajuda”, finaliza.


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