Regional

Porto Velho 08/02/2018 10:45 G1

Sem data para receber casa, família vive em alerta com a cheia do Rio Madeira

Defesa Civil realizou visita e ofereceu suporte caso a família queira se mudar. Aumento do nível do Madeira já compromete moradias no S. Sebastião II.

A dona de casa Ideci Nascimento de Oliveira, de 39 anos, está vivendo um dilema em Porto Velho. A casa em que ela mora com mais seis pessoas, incluindo três crianças, no Bairro São Sebastião II, é uma das muitas que serão alagadas caso o Rio Madeira atinja os 17 metros, nível estimado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) para os próximos dias.

A questão, segundo ela, é que, embora esteja inscrita no programa de moradia da prefeitura, ainda não foi estipulada uma data para que a nova casa seja entregue.

“Se a alagação acontecer, sinceramente, não tenho para onde ir com meus filhos e marido”, lamenta, acrescentando que a casa em que mora hoje foi doada por um homem que teve o nome contemplado em um dos sorteios de um programa residencial do governo.

“Ou seja, essa casa é uma das muitas que estão dentro da mancha de alagamento”, explicou.

Sem saída, nesta quarta-feira (7), ao ter o quintal invadido pela água de um riacho que é afluente do Rio Madeira, a dona de casa acionou a Defesa Civil Municipal.

“Estamos monitorando a área há algum tempo. Se for caso de retirada, passaremos a situação para a Secretaria Municipal de Assistência à Família (Semasf) e para a secretaria de Regularização Fundiária e Habitação e Urbanismo (Semur)”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Marcelo santos, que realizou visita à casa de Ideci. Segundo ele, o nível do rio está em 15,2 metros.

Segundo a psicóloga Maria de Fátima de Oliveira, da Defesa Civil, Ideci Nascimento é uma das 501 pessoas que tiveram os nomes enviados a Brasília para avaliação do Ministério da Integração Nacional.

“A questão é que ela (Ideci) morava numa casa que, embora tenha sido atingida pelo Madeira em 2014, não constava no mapa da mancha de alagação”, disse a psicóloga.

Para resolver a questão, a Defesa Civil realizou vistoria na região e atestou o alagamento da residência. “Agora, essas pessoas devem aguardar a avaliação do Ministério da Integração”, acentuou.

Além da ameaça de enchente, Ideci Nascimento conta que enfrenta problemas com animais peçonhentos. “Há alguns dias apareceu uma cobra venenosa na minha porta”, afirmou.

O coordenador da Defesa Civil diz que as famílias que residem naquele perímetro da cidade estão expostos ainda aos riscos de malária, dengue e outras doenças transmitidas através de mosquitos. “Observamos tudo isso e alertamos as secretarias competentes”, afirmou.


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