Rondônia

10/07/2019 12:48

Colaboradores da Águas de Ariquemes aprendem sobre os Eixos Migratórios de Rondônia

Segundo informações do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), somente em 2018 foram registradas mais de 600 denúncias de discriminação racial, se for considerado que grande parte das vítimas ainda ficam caladas, o número pode ser mais assustador. Atuando na promoção da igualdade e diversidade racial os colaboradores da Águas de Ariquemes, concessionária responsável pelos serviços de tratamento e distribuição de água e esgotamento sanitário, receberam uma verdadeira aula, com o tema Eixos Migratórios de Rondônia, o mestre em História e Estudos Culturais, Uilian Nogueira de Lima, palestrou por mais de 3 horas, fazendo paralelos entre a História antiga e  o racismo da atualidade.

 

A iniciativa é desenvolvida em outras 49 unidades do grupo, Aegea Saneamento, diversas ações de engajamento, trabalhando os pilares de empregabilidade, desenvolvimento e relacionamento, por meio do Programa Respeito Dá o Tom tem sido aplicadas. O professor mestre, Uilian Nogueira de Lima, parabenizou a concessionária por esta atuação, reforçando o quanto o racismo ainda é velado na sociedade. “A nível de Rondônia, poucas empresas levantam esta bandeira, sim a igualdade racial. Um dos processos para vencer o preconceito é o conhecimento, a informação. Acredito que não só o povo rondoniense precisa conhecer melhor sua História, todas as regiões tiveram influencias migratórias negras, seus descendentes, suas raízes, há negritude corre em nossas veias”, pontuou.

 

Ainda segundo Nogueira de Lima, “existem muitos negros que sentem vergonha da cor de sua pele, pessoas que passam despercebidas no dia- dia, mas quando aprendem de onde vieram, povo forte, guerreiro, desbravador, tudo fica mais fácil. Nosso papel quanto sociedade é compactuar com a aceitabilidade e respeito de todas as cores, raças e gêneros”, finalizou.

 

“Com os treinamentos, atividades e palestras do programa Respeito Dá o Tom, temos aprendido mais sobre racismo, influências e interesses raciais, tenho repassado para amigos e familiares. Percebi a variedade de vícios de linguagens de cunho racista usamos, precisamos corrigir isso, fazer desuso”, ressaltou a engenheira ambiental, Zaida Siufi.

 

História - Durante a palestra, foram pontuados modo significativo os quatros êxodos do povo negro para o Estado de Rondônia. O primeiro foi no século XVIII, negros, escravos vieram para trabalhar na mineração do Guaporé. O segundo ciclo de migração, já no século XX, também para mão de obra escrava, porém, para liderar os negros escravos que já existiam, barbadianos, afro-caribenhos. O terceiro, em 1940, os negros exilados de outras nações, sem etnicidades, de vários lugares do continente africano, todos em busca de trabalho e riquezas. O quarto, aconteceu recentemente 2012, onde mais de 5 mil haitianos entraram em Rondônia, devido à grande destruição, furação Sandy, que varreu o país. Para os pesquisadores muitos destes haitianos migraram para outras partes do Brasil, principalmente para região centro-oeste.


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