Saúde

Rondônia 05/03/2018 09:17 Assessoria

AGEVISA alerta para risco da Leishmaniose em Rondônia

Estado registrou quase 6 mil casos da doença nos últimos quatro anos. Porto Velho lidera, com 700 notificações de Leishmaniose.

A Gerência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Agência de vigilância em Saúde (Agevisa) emitiu nesta semana um alerta para a Leishmaniose, doença causada pela picada do mosquito palha. Segundo o órgão de saúde, no homem, a doença pode comprometer tanto a pele quanto as mucosas da boca e do nariz. O contágio pode ocorrer em quem frequenta áreas de matas.

Mesmo o contágio sendo apenas em áreas de mato, há casos de Leishmaniose registrados nas 52 cidades de Rondônia. De acordo com a Agevisa, nos últimos quatro anos, quase 6 mil casos foram confirmados no estado. Porto Velho lidera o ranking de notificação, com 700 casos diagnosticados no mesmo período.

A doença causa feridas na pele e pode se agravar se não for tratada corretamente. Cesarino Aprígio, gerente técnico de vigilância epidemiológica e ambiental da Agevisa, diz que, depois de receber o diagnóstico, o paciente deve procurar uma unidade de saúde. Em Porto Velho, o atendimento é feito no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron).

Segundo o gerente técnico, o tempo de tratamento varia de pessoa para pessoa. Quem não pode se privar de frequentar áreas de mato, onde costumeiramente acontece o contágio, há formas de prevenir a picada do mosquito.

“São cuidados básicos. A pessoa deve usar repelente de insetos, botas, calças compridas e blusa de manga loga, além do chapéu com proteção para o pescoço”, explica Cesarino Aprígio, acrescentando que o mosquito palha costuma picar em áreas em que não há pelos no corpo.

Para quem reside em regiões próximo de matas, o técnico orienta que seja instalada tela fina nas janelas e aplicado veneno contra insetos no interior das residências.

“O inseto é bem pequeno, então a tela tem que ser fina para evitar o acesso à residência”, acentua. Segundo ele, em Rondônia, não há registro de casos da doença em áreas urbanas.

Existe outro tipo da doença, a visceral, conhecida também como calazar, mas, de acordo com a Agevisa, por Rondônia estar na região amazônica, no estado há a incidência apenas da tegumentar.


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