Saúde

Rondônia 10/08/2018 09:57 G1

Paciente é flagrado sendo medicado no chão do Hospital João Paulo II

Comerciante Rassene Abrahim aguardou por mais de 10h atendimento à mulher, de 37 anos, que sofreu mal súbito. Direção assumiu a superlotação no período da manhã

Um acompanhante de uma paciente do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, em Porto Velho, deparou-se, na madrugada de quarta-feira (8), com superlotação de atendimento na unidade de saúde. Segundo ele, além da demora no atendimento, algumas pessoas estavam recebendo soro no chão do hospital. A direção assumiu a superlotação no período da manhã.

O acompanhante era o empresário Rassene Abrahim, de 50 anos. Ele aguardava atendimento junto à esposa, de 37 anos, que sofreu um mal súbito. Apesar do susto, ela passa bem.

Segundo o comerciante, que reside em Guajará-Mirim, região a pouco mais de 320 quilômetros da capital, o casal precisou esperar por mais de 10h qualquer chamada médica.

"Tiveram momentos que esperamos em pé. Mas não houve outro jeito. Tive que ver minha esposa debilitada por mais de 10h aguardando um médico ou enfermeiro aparecer", explicou o comerciante.

Na mesma noite, Rassene disse ter flagrado ao menos três pacientes tomando soro no chão do hospital. Além da espera, as condições do hospital revoltaram o empresário, que chegou a publicar um desabafo sobre o caso em uma rede social.

De acordo com o que viu, Rassene contou ao G1 que não haviam cadeiras ou qualquer espaço para todos.

"Não tinha cadeira alguma ou qualquer apoio para eles. É um completo descaso com quem precisa de atendimento médico", disse.

Consultada, a direção do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II confessou superlotação em períodos matutinos na unidade, principalmente por causa da limitação de espaço no local.

Informou ainda que, quando há lotações assim, costuma transferir os pacientes para hospitais mais próximos, como Base e Santa Marcelina. No período da tarde, a demanda normalmente diminui, segundo a direção.

Para isso, o hospital disse que há vazão maior da equipe para desafogar os dias de atendimentos mais intensos. Mas, esclareceu que todos os pacientes são recebidos e nega que tenha qualquer atendimento no chão do hospital.


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