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RO 22/05/2019 09:51 G1 | Postado por Izabella Coelho - DRT 1587/RO

Operação da PF prende suspeitos de fraudar licitações do Distrito Sanitário Indígena

Foram expedidos oito mandados de prisão. Suspeitos são investigados por organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Foi deflagrada na manhã dessa quarta-feira (22) a operação "Inter Fratem" da Polícia Federal com objetivo de combater fraudes em licitações do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Porto Velho. Mandados judiciais são cumpridos em Rondônia e no Amazonas.

Nesta manhã, os policiais cumprem 41 mandados judiciais. São cinco de prisão preventiva, três de prisão temporária, 19 de busca e apreensão e ainda 14 de sequestro e indisponibilidade de bens. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Rondônia.

De acordo com a PF, na capital rondoniense, os mandados são cumpridos no Dsei, em empresas e residências dos investigados. Há também o cumprimento de ordens judiciais em Manaus e na Casa de Saúde Indígena (Casai) em Guajará-Mirim (RO).

Em uma investigação conjunta da PF, Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF), foi descoberto que havia uma organização criminosa formada por empresários, particulares e agentes públicos que fraudavam licitações e contratos falsificando documentos e pagando vantagens indevidas a servidores do Dsei.

Os contratos com ilegalidades, segundo a PF, tinham como objeto a prestação de serviços de apoio administrativo, locação de veículos com motoristas para atender os indígenas. Eles foram assinados em entre 2016 e 2017, com valores que ultrapassam os R$ 8 milhões e vigoram em Rondônia e Humaitá (AM).

O esquema acontecia com a combinação dos vencedores das licitações pelas empresas participantes, que eram da mesma família, além de pagamentos ilícitos a agentes públicos envolvidos.

O nome da operação traduzido do latim significa "Entre Irmãos" e faz referência à forma como agiam os investigados, já que eram da mesma família e combinavam quem venceria as licitações.

Os presos na operação serão levados a presídios estaduais e vão responder na Justiça Federal por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e fraude à licitação.


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