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segunda-feira, março 1, 2021
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Jovem que matou irmã com tiro na cabeça é denunciado por homicídio triplamente qualificado

O juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho denunciou o jovem Ítalo Venâncio Lima Vieira, de 18 anos por homicídio triplamente qualificado, pelo cruel assassinato da própria irmã, Davilla Vitória, de 19. O crime aconteceu na noite do dia 6 de setembro de 2019, na residência dos dois, rua Cabo Verde, bairro Aponiã, após uma discussão e cobrança de uma dívida. 

Irritado, Venâncio sacou da arma e deu um tiro à queima roupa na cabeça da irmã, após ter seu pedido de pagamento da dívida negado pela vítima. Após constatado o óbito pelo SAMU, o acusado fugiu do local e foi preso horas depois na casa da namorada, no mesmo bairro. A arma do crime, calibre 28 de fabricação caseira, foi apreendida no local pela Polícia. 

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, algumas questões foram aclaradas pela Polícia Civil. Uma testemunha que estava no quarto junto com a vítima, disse que Venâncio chegou ao local sem aparentar nervosismo e cobrou a dívida no valor de R$ 50, chegando a colocar a arma na direção da cabeça de Dávila. Foi nesse momento que a arma disparou.

Segundo a testemunha, Venâncio logo após o tiro correu em direção ao outro irmão e disse: “matei minha irmã, matei minha irmã, foi sem querer, juro que foi acidente”, abraçando o irmão Marcos Felipe. O próprio acusado pediu para as testemunhas (na casa havia outras três pessoas), para que ligassem para a Polícia e que iria se entregar. 

O próprio Marcos Felipe foi à rede social defender o irmão, dizendo que o disparo foi acidental e que o crime não ocorreu por causa de uma discussão por dívida como estava sendo anunciado. Outra testemunha disse que Venãncio chegou em casa irritado porque a irmã tinha saído à tarde para um ´piseiro´ junto com a namorada dele e tirou satisfação com a vítima. 

Na decisão, o juiz José Gonçalves da Silva Filho manteve a prisão do acusado e manteve a acusação por feminicídio, motivo torpe, e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O julgamento ainda não está marcado.

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