Após virar alvo de vereadora, secretária de Saúde denuncia que marido dela estaria tentando “furar fila” em hospital

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Briga entre Clérida e Siclinda pode ir parar na polícia e  na justiça

Conforme havia prometido, a enfermeira e secretária municipal de Saúde de Vilhena, Siclinda Raasch, veio à redação do FOLHA DO SUL ON LINE comentar os ataques e as denúncias feitas contra ela pela vereadora Clérida Alves (Avante). O caso foi noticiado pelo site e causou repercussão (Lembre AQUI e AQUI).

A titular da Semus explicou que a irritação da vereadora “certamente” se deve ao fato do marido de Clérida, o ex-vereador Carmozino Alves, ter sido avisado que será denunciado pela própria Siclinda nesta semana. A secretária revelou ter registros do ex-parlamentar entrando indevidamente no Hospital Regional de Vilhena (FOTO) e que, segundo relatos de servidores, ele está buscando fazer o famigerado “fura-fila” para conhecidos.

Carmozino chegou a ser denunciado e foi condenado em primeira instância por, segundo o Ministério Público, fazer a “intermediação para a realização de consultas e exames, na rede pública de Vilhena”. A denúncia afirmou que o réu, durante o período eleitoral de 2016, prometeu e realizou diversos agendamentos médicos e de exames laboratoriais fora da ordem cronológica dos pedidos registrados na central de agendamentos do município de Vilhena com a finalidade de obter, de forma ilícita, votos de eleitores. A decisão acabou sendo revertida no TRE de Rondônia.

Ao comentar as ações do vereador, que estaria usurpando o poder, já que o cargo pertence a sua esposa, Siclinda disparou: “não é só o Carmozino, a lei estabelece que ninguém pode entrar nas instalações do hospital se não for paciente, acompanhante autorizado de paciente, profissional de saúde ou de algum órgão de controle, segurança e semelhantes”.

A secretária explicou que até mesmo as visitas a pacientes estão suspensas devido à pandemia, mas que qualquer vereador tem o direito de acessar a unidade de saúde para fiscalizar, porém Carmozino não se enquadra nessa categoria, pois não está exercendo mandato. “Ele chegou a ser interpelado pelos recepcionistas, mas reiteradamente ignorou nossos pedidos e entrou várias vezes no hospital, está tudo registrado, pedindo inclusive para que eu fosse lá tirar ele. Bom, não tem problema, se entrar novamente, vou tirar mesmo”, disse a enfermeira.

A empresa terceirizada responsável pelos atendimentos no centro obstétrico e pronto-socorro do Regional afirma que o ex-vereador faz pressão para que as pessoas que ele indica recebam atendimento prioritário, independente da fila de espera.

“Não vou ceder a pressão de ninguém para ficar ‘dando jeitinho’. Estou aqui para trabalhar para que todos os vilhenenses recebam tratamento igual”, garantiu Siclinda.

SOBRE ATAQUES E DENÚNCIAS
Ao comentar as acusações feitas por Clérida, que incluem o suposto uso de marmitas congeladas a servidores, a secretária desmentiu o fato e, quanto ao estoque de insumos, também apontado pela parlamentar, disse que os materiais estão em fase de aquisição. “O dinheiro não é meu, pra eu gastar como quiser. Existem regras e eu as estou obedecendo todas elas”.

Quanto às declarações de Clérida, que ela tomou como “ataques pessoais”, Raasch lamentou a falta de elegância da vereadora, mas avisou: “isso não vai me intimidar”.

Fonte: Folha do Sul

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Almi Coelho

Almi Coelho

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