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Polícia descobre paternidade de bebê que a jovem Tainá esperava

As investigações da Polícia Civil de Rondônia (PC/RO)apontaram, na quarta-feira (31), a descoberta do DNA do bebê da jovem Tainá Carina de Lima Mendonça. A ossada da jovem e do bebê foram encontrados no dia 7 de julho, cerca de 14 quilômetros de Monte Negro, cidade onde a jovem residia.

Tainá estava grávida de oito meses e desapareceu em outubro de 2017, quando saiu de casa para cobrar a pensão do ex-marido e exigir que ele assumisse a paternidade do filho que ela esperava. Após as ossadas serem encontradas a polícia continuou as investigação com os novos dados, com o resultado do DNA através dos materiais biológicos.

Segundo a PC, a motivação do crime pode está associada com a paternidade. De acordo com os civis, os detalhes do caso, assim como a identidade do possível pai, não serão divulgados para não prejudicar as investigações e seguir com o inquérito.

A delegacia de homicídios realiza uma série de diligências e continua com as investigações e entre as próximas semana o caso deve ser concluído.

Caso

Tainá Carina desapareceu no dia 27 de outubro de 2017, depois de dizer aos familiares que iria até a residência do ex-marido, para exigir que ele pagasse a pensão da filha de cinco anos que eles tiveram e para que ele assumisse a paternidade do filho que ela esperava. Ela estava no oitavo mês da gravidez e o parto havia sido marcado para o dia 14 de novembro.

Segundo os familiares, a jovem de 21 anos alegava ser ameaçada de morte pelo ex-marido e o suspeito dizia que ela teria “uma surpresa” antes do bebê nascer e fazia várias ameaças.

Conforme a PM, a jovem foi procurar o ex-marido, que mora no sítio, mas ele havia ido à cidade. Depois disso, ela não foi mais vista. Horas depois, a motoneta dela foi encontrada abandonada em uma estrada rural perto de Monte Negro.

Ex-marido

O ex-marido foi detido em Monte Negro, no dia 28 de outubro e apresentado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Ariquemes. Em depoimento, ele afirmou não saber do paradeiro de Tainá e foi liberado em seguida.

No início das investigações, de acordo com a Polícia Civil, o ex-marido de Tainá era tratado com o principal suspeito de ter envolvimento no desaparecimento da jovem. Porém, durante uma entrevista, o delegado regional de Ariquemes disse que o homem comprovou que estaria em uma autoescola do município.

“Conseguimos ter as provas concretas de que na hora exata em que a vítima havia desaparecido, ele estava em uma autoescola e apresentou as provas de que estava na localidade”, comentou o delegado regional Rodrigo Duarte.

Manifestação na BR-421

No dia 7 de novembro de 2017, cerca de 50 familiares e amigos de Tainá Carina realizaram um protesto e fecharam a BR-421, em Monte Negro. Os manifestantes bloquearam a rodovia e cobraram das autoridades competentes mais ímpeto na investigação do caso. Pneus foram colocados nas duas pistas da rodovia e o fluxo de veículos no local foi interrompido.

O protesto encerrou depois de uma reunião entre uma comissão de manifestantes, representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o delegado na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Ariquemes, onde foi informado o curso das investigações.

Possível cativeiro

Depois de receber uma denúncia anônima, a Polícia Militar encontrou no dia 8 de novembro uma residência localizada na zona rural de Monte Negro, que poderia ter servido como cativeiro para a estudante. Uma cama sem colchão, um batom, uma calcinha, embalagens de remédios e uma pedra amarrada a uma corda foram encontrados no interior da residência.

No dia seguinte após a descoberta, Maria das Graças gravou um vídeo dizendo que os objetos encontrados na casa pertenciam à filha. Mas para a Polícia Civil, a residência não foi utilizada como cativeiro da estudante e, durante as investigações, a família reconheceu que os materiais encontrados não pertenciam à jovem.

“No calor da emoção, eu vi que o batom encontrado parecia com um que ela possuía, mas como todas as embalagens são iguais, não dava para se ter certeza. A polícia descartou a possibilidade de a residência ter sido usada como cativeiro, mas eu ainda não sei se realmente é verdade”, disse a mãe da jovem na época.

O cunhado

Em janeiro deste ano, o cunhado de Taina Carina foi preso por usar o número de celular da jovem. Segundo a Polícia Civil, ele não era suspeito do desaparecimento de Tainá, mas a prisão aconteceu para esclarecimentos sobre o uso do número da grávida em um aplicativo de mensagens.

Cinco dias depois, o cunhado de Taina foi solto após a mãe e a irmã da jovem confessarem que colocaram o chip no celular do cunhado da grávida sem o conhecimento dele.

Ossada encontrada em Buritis

No dia 24 de junho, pescadores encontrarem ossada de uma mulher às margens do Rio São Francisco, a 16 Km de Buritis (RO). Roupas femininas foram encontradas no local onde a ossada estava.

O delegado de Buritis, Leomar Gonçalves, explicou que não havia nenhum registro de desaparecimento de uma mulher registrado no município, o que a princípio suspeitou-se em os restos mortais serem o de Taina, mas os familiares da jovem não reconheceram as roupas encontradas no local.

Ossada encontrada em Monte Negro

No dia 6 de julho de 2018, a equipe de investigadores da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Vida de Ariquemes recebeu uma denúncia anônima que dava conta de que uma ossada aparentemente humana foi encontrada na Serra do Sapateiro, cerca de 14 km de Monte Negro. A ossada foi encontrada no dia 7 de julho.

De acordo com o delegado Rodrigo Duarte, também foi encontrado roupas femininas no local. Após o material ser avaliado pela perícia técnica, foi determinado que os policiais fossem até a delegacia de Monte Negro apresentassem as roupas a família de Tainá para fazer o reconhecimento das vestes.

O exame odontológico legal apontou a presença de ossos que não pertencem a ossada humana adulta. A suspeita é de que esses ossos sejam do filho que Tainá esperava quando desapareceu. Todo o material foi encaminhado para Porto Velho onde foi solicitado prioridade nos exames.

Polícia confirma que ossada é de Tainá e do bebê

Foi confirmado pela Polícia Civil de Ariquemes (RO) no dia 2 de agosto deste ano, que a ossada encontrada na Serra do Sapateiro, próximo a Monte Negro, é da jovem Tainá, de 21 anos, e do bebê que ela esperava.

Para a polícia, o crime aconteceu de forma premeditada e que o assassino teria ido à serra anteriormente para deixar o objeto usado na morte de Tainá Carina.

Não existia nenhuma lesão nessa ossada, exceto uma lesão em ‘V’ na parte anterior e inferior da mandíbula. Essa vítima levou um golpe tão forte que a mandíbula foi fraturada e teve a perda de alguns dentes”, disse o delegado.

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