Presidente da ABI pede a renúncia de Bolsonaro por conta de agressão a jornalista

Para o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Bolsonaro está perturbado e “falta pouco” para que ele agrida fisicamente algum repórter.

Paulo Jeronimo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), divulgou uma nota, na tarde desta segunda-feira (21), em que pede para que Jair Bolsonaro renuncie do cargo de presidente por conta dos ataques contra profissionais do jornalismo.

Pela manhã, Bolsonaro se mostrou descontrolado, gritou com a jornalista Laurene Santos, da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo, e com um repórter da CNN Brasil durante visita a um hospital de campanha em Guaratinguetá (SP). Ele ainda tirou a máscara de proteção durante seu ataque raivoso.

“Cala a boca. Vocês são canalhas. Um jornalismo canalha vocês fazem. Que não ajuda em nada. Vocês destroem a família brasileira, vocês destroem a religião. A Rede Globo não presta. É um péssima fonte de informação. […] Você tinha que ter vergonha na cara de prestar um serviço porco desse que você faz na Rede Globo”, gritou o presidente, em meio a outras ofensas e ataques.

Para o presidente da ABI, o comportamento de Bolsonaro diante de jornalistas permite classificá-lo como “descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado”. “Que o presidente nunca apreciou uma imprensa livre e crítica, é mais do que sabido. Mas, a cada dia, ele vai subindo o tom perigosamente. Pouco falta para que agrida fisicamente algum jornalista”, afirma Paulo Jeronimo.

Segundo Jeronimo, “Bolsonaro prepara uma saída autoritária e, mesmo a um ano e meio da eleição, tenta desacreditar o sistema eleitoral. Seu objetivo é acumular forças para a não aceitação de um revés em outubro de 2022” e, por isso, afirma, a ABI apoia os pedidos de impeachment contra o presidente.

“Outra solução – até melhor, porque mais rápida – seria que ele se retirasse voluntariamente. Então, renuncie, presidente!”, sugere.

Confira abaixo a íntegra da nota.

Renuncie, presidente!

Descontrolado, perturbado, louco, exaltado, irritadiço, irascível, amalucado, alucinado, desvairado, enlouquecido, tresloucado. Qualquer uma destas expressões poderia ser usada para classificar o comportamento do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, insultando jornalistas da TV Globo e da CNN.

Com seu destempero, Bolsonaro mostrou ter sentido profundamente o golpe representado pelas manifestações do último sábado. Elas desnudaram o crescente isolamento de seu governo.

Que o presidente nunca apreciou uma imprensa livre e crítica, é mais do que sabido. Mas, a cada dia, ele vai subindo o tom perigosamente. Pouco falta para que agrida fisicamente algum jornalista.

Seu comportamento chega a enfraquecer o movimento antimanicomial – movimento progressista e com conteúdo profundamente humanitário. Já há quem se pergunte como um cidadão com tamanho desequilíbrio pode andar por aí pelas ruas.

Mas a situação é ainda mais grave: esse cidadão é presidente de um país com a importância do Brasil.

Diante da rejeição crescente a seu governo, Bolsonaro prepara uma saída autoritária e, mesmo a um ano e meio da eleição, tenta desacreditar o sistema eleitoral. Seu objetivo é acumular forças para a não aceitação de um revés em outubro de 2022.

É preciso que os democratas estejam alertas e mobilizados.

Diante desse quadro, com a autoridade de seus 113 anos de luta pela democracia, a ABI reitera sua posição a favor do impeachment do presidente. E reafirma que, decididamente, ele não tem condições de governar o Brasil.

Outra solução – até melhor, porque mais rápida – seria que ele se retirasse voluntariamente.

Então, renuncie, presidente!

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Almi Coelho

Almi Coelho

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