Manifesto empresarial adiado por Skaf é covarde e diz obviedades, mas reforça isolamento de Bolsonaro

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Texto do documento preparado por entidades empresariais fala da crise institucional, mas não tem coragem de citar seu principal responsável: Jair Bolsonaro; leia a íntegra

O manifesto empresarial que seria divulgado nesta terça-feira (31), mas foi adiado para depois de 7 de setembro por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, reforça o isolamento de Jair Bolsonaro, ao demonstrar a insatisfação de setores da economia. No entanto, diz obviedades e é covarde, uma vez que não tem coragem de citar o principal responsável pela crise institucional que é alvo principal de protesto da nota.

O documento, dirigido aos comandantes dos três poderes, pede harmonia entre eles, ignorando o fato de que a tensão existentes hoje só existe porque Bolsonaro a criou. “Mais do que nunca, o momento exige do Legislativo, do Executivo e do Judiciário aproximação e cooperação. Que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna”, diz trecho.

Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia dito que o texto foi modificado por “alguém” da Febraban com o objetivo de atacar o governo Bolsonaro. “Nenhum outro texto foi proposto e a aprovação foi específica para o documento submetido pela Fiesp”, rebateu a federação dos bancos em nota.

A decisão de adiar a publicação do documento partiu exclusivamente de Skaf – após conversa com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e gerou bastante incômodo entre empresários e industriais, segundo reportagem do Globo.

Leia a íntegra do documento:

A praça é dos três poderes

A praça dos três poderes encarna a representação arquitetônica da independência e harmonia entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, essência da República. Esse espaço foi construído formando um triângulo equilátero, cujos vértices são os edifícios-sede de cada um dos poderes.

Esta disposição deixa claro que nenhum dos prédios é superior em importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos demais. Em resumo, a harmonia tem de ser a regra entre eles.

Este princípio está presente de forma clara na Constituição Federal, pilar do ordenamento jurídico do país. Diante disso, é primordial que todos os ocupantes de cargos relevantes da República sigam o que a Constituição nos impõe.

As entidades da sociedade civil que assinam este manifesto veem com grande preocupação a escalada de tensões e hostilidades entre as autoridades públicas. O momento exige de todos serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer, a gerar empregos e assim possa reduzir as carências sociais que atingem amplos segmentos da população.

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Almi Coelho

Almi Coelho

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