A possibilidade de uma greve geral no transporte em Rondônia tem ganhado força nas últimas semanas diante da insatisfação de caminhoneiros, empresários e lideranças do setor com a cobrança de pedágio prevista na duplicação da BR-364. O movimento aponta o que classifica como valores abusivos e extorsivos, além da falta de esclarecimentos por parte das autoridades responsáveis.
Segundo representantes do transporte, o cenário de insatisfação se agravou após o que chamam de negligência das autoridades competentes, gerando a percepção de que Rondônia estaria se tornando uma “terra sem lei”, onde o cidadão acaba arcando com custos elevados para exercer o direito constitucional de ir e vir.
Na última semana, diversas lideranças do setor se reuniram em pontos estratégicos de várias regiões do Estado para exigir um Chamamento Público dos senadores Marcos Rogério (PL) e Confúcio Moura, ambos com atuação direta ou passada na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal. O objetivo é obter esclarecimentos sobre as cláusulas contratuais que resultaram na cobrança do pedágio, considerada pelos manifestantes como a mais cara do país.
De acordo com os organizadores do movimento, os valores projetados para Rondônia estariam até 400% acima dos praticados em estados como Santa Catarina, referência nacional em concessões rodoviárias. A informação, amplamente divulgada entre os transportadores, tem ampliado a revolta da categoria.
Mensagens que circulam em grupos de WhatsApp indicam a possibilidade de paralisação geral com fechamento da BR-364 nos primeiros dias de fevereiro, caso não haja posicionamento oficial e medidas concretas. A rodovia é considerada o principal eixo logístico do Estado, ligando Porto Velho ao restante do país, o que eleva o grau de preocupação com possíveis impactos econômicos e sociais.
Por Almi Coelho -DRT-1207-RO/Alerta Rondônia

