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PSD caminha para neutralidade presidencial em Rondônia com chegada de Marcos Rocha e saída de Expedito Netto

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O Partido Social Democrático (PSD), integrante da base de apoio do governo federal, deve adotar uma postura de neutralidade na eleição presidencial em Rondônia. O posicionamento ocorre em meio a uma reconfiguração interna da sigla no estado, marcada pela iminente filiação do governador Marcos Rocha, que deixará o União Brasil para assumir o comando do Diretório Regional do partido com vistas às eleições de 2026, conforme antecipado pelo Alerta Rondônia.

Os sinais desse novo alinhamento político ficaram evidentes nas duas últimas entrevistas concedidas por Marcos Rocha à imprensa na última semana. Em ambas as ocasiões, o governador fez questão de destacar sua amizade pessoal com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas evitou mencionar ações ou parcerias do governo federal em Rondônia, reforçando um discurso de independência e distanciamento do debate presidencial.

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No plano regional, Rocha voltou a descartar qualquer intenção de disputar o Senado Federal. O governador tem concentrado sua agenda pública em ações administrativas e na divulgação de projetos estruturantes, com destaque para a promessa de entrega de um novo hospital, considerado uma das principais obras da atual gestão estadual.

Enquanto o PSD se reorganiza em Rondônia, o cenário nacional do partido também passa por mudanças. Até a semana passada, a legenda mantinha o ex-deputado federal Expedito Netto no governo federal, ocupando o cargo de secretário-executivo do Ministério da Pesca. Filho do ex-senador Expedito Júnior, Netto deixou o PSD e se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT), com o objetivo de disputar o governo de Rondônia em 2026.

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A movimentação causou repercussão política, sobretudo pelo histórico de Expedito Netto no Congresso Nacional. Durante seu mandato como deputado federal, ele votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), fato que contrasta com sua nova filiação partidária. Além disso, ainda não está definido se Netto permanecerá no cargo no Ministério da Pesca, uma vez que sua nomeação foi indicação direta do PSD, partido do qual não faz mais parte.

Para a sucessão estadual, o PSD já trabalha com um projeto próprio. O nome escolhido para disputar o governo de Rondônia é o do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, que está em seu segundo mandato à frente do Executivo municipal. Para compor a chapa como vice-governador, a sigla articula o nome do empresário e apresentador de televisão Everton Leoni. As definições oficiais, no entanto, devem ocorrer apenas no mês de maio.

Com a chegada de Marcos Rocha ao comando estadual do partido, a saída de Expedito Netto do quadro da legenda e a construção de uma candidatura própria ao Palácio Rio Madeira, o PSD sinaliza que pretende fortalecer sua presença política em Rondônia sem se vincular formalmente a um palanque presidencial, priorizando uma estratégia focada exclusivamente no cenário estadual.

Por : Almi Coelho DRT-1207-RO

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