domingo, janeiro 18, 2026
27 C
Porto Velho
domingo 18, janeiro, 2026
- Publicidade -
- Publicidade -

Tudo junto e misturado: PP, União Brasil e Republicanos estão na base de Lula

- Publicidade -

Partidos rotulados como de direita ocupam ministérios e cargos no governo federal.

A divisão entre direita e esquerda já não dá conta de explicar a política brasileira. O que se vê hoje, tanto em Brasília quanto nos estados, é um ambiente marcado por acordos amplos, ocupação de cargos e alianças pragmáticas, em que interesses e governabilidade se sobrepõem ao discurso ideológico.
Rondônia segue inserida nesse mesmo contexto nacional.

Continua após a publicidade..

Partidos historicamente associados ao campo conservador, como PP, União Brasil e Republicanos, integram atualmente a base de apoio do presidente Lula no Congresso Nacional e mantêm espaços estratégicos no governo federal.

Na prática, PP e União Brasil permanecem representados por indicações diretas. O ministro do Esporte, André Fufuca, foi indicado pelo PP quando ainda integrava o partido, enquanto o ministro do Turismo, Celso Sabino, é uma indicação do União Brasil e segue à frente da pasta. Já o Republicanos mantém presença no governo com o comando do Ministério de Portos e Aeroportos e atua de forma alinhada à base governista no Legislativo.

Continua após a publicidade..

Esse cenário também se reflete em estatais. Na semana passada, a Telebras confirmou a troca de comando, com a saída de André Leandro Magalhães e a nomeação de Hermano Studart Lins de Albuquerque. Tanto quem deixou o cargo quanto quem assumiu foram indicados pelo senador Davi Alcolumbre, filiado ao União Brasil, reforçando a influência direta do partido em áreas estratégicas do governo federal.

O distanciamento entre discurso e prática ficou ainda mais evidente com a decisão da Federação Progressista, formada por União Brasil e PP, de não aderir à articulação política do grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro e de retomar o alinhamento formal com o governo federal. A decisão contou com aval das direções nacionais das siglas, comandadas por Antônio Rueda e Ciro Nogueira, respectivamente.

Nesse contexto, os rearranjos partidários observados em Rondônia seguem a mesma lógica nacional. Trocas de legenda, redefinições de comando e articulações eleitorais demonstram que, na prática, a política tem sido guiada muito mais por conveniência, espaço de poder e governabilidade do que por rótulos ideológicos.

- Publicidade -
Mais lidos
- Publicidade -

Você pode gostar também!

Pular para o conteúdo