A Associação Rondoniense de Jornalistas Digitais (Arjore) divulgou, nesta terça-feira (9), uma nota de repúdio contra o cerceamento ao trabalho de jornalistas que acompanhavam a sessão plenária na Câmara dos Deputados, em Brasília. Profissionais relataram que foram impedidos de registrar parte da sessão e que houve interrupção do sinal institucional da TV Câmara, responsável pela transmissão oficial das atividades legislativas.
De acordo com a entidade, qualquer ação que restrinja o exercício do jornalismo fere diretamente a liberdade de imprensa, direito garantido pela Constituição Federal e indispensável para a transparência pública. “O impedimento do trabalho de jornalistas e o corte do sinal da TV Câmara são incompatíveis com o exercício da liberdade de imprensa”, destacou a Arjore.
A associação também cobrou a apuração rigorosa das responsabilidades, afirmando que práticas de intimidação contra trabalhadores da comunicação não podem ser normalizadas. Para a entidade, é fundamental que episódios como este não se repitam e que as instituições respeitem seu papel público de garantir acesso à informação.
O presidente da Arjore, Almi Coelho, reforçou o compromisso da entidade com a defesa dos direitos dos profissionais de comunicação. “É preciso preservar os princípios democráticos do país. A Constituição veda qualquer forma de censura e assegura o livre exercício da atividade jornalística”, afirmou.
A Arjore é hoje uma das principais vozes em defesa dos jornalistas digitais em Rondônia, atuando na promoção da transparência, da responsabilidade e da liberdade de imprensa no Estado e no Brasil.


