O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu convocar uma cadeia nacional de rádio e televisão para defender o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal (STF), após o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciar uma nova sanção contra o magistrado brasileiro. A medida norte-americana foi aplicada com base na chamada Lei Magnitsky, utilizada para punir autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos.
De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Lula está indignado com o que considera uma tentativa de interferência externa nas instituições brasileiras. “O presidente quer expressar solidariedade ao ministro e entende que o STF precisa ser defendido diante desses ataques”, afirmou um ministro do governo.
O discurso ainda não foi gravado até o início da tarde desta quinta-feira (31), mas a expectativa é que vá ao ar em horário nobre, com forte tom institucional. A fala de Lula será a segunda em rede nacional no mês de julho – a primeira foi realizada há duas semanas, quando o presidente criticou duramente o tarifaço comercial imposto por Trump sobre produtos brasileiros.
A nova sanção contra Moraes aprofunda o clima de tensão diplomática entre Brasília e Washington. O governo brasileiro classificou a medida como “inaceitável” e “injustificada”, e fontes diplomáticas já articulam uma resposta oficial por meio do Itamaraty.
O Palácio do Planalto reforça que a independência entre os Poderes é um princípio fundamental da democracia e que qualquer tentativa de deslegitimar o Judiciário brasileiro será tratada como uma afronta à soberania nacional.
O presidente Lula deve usar o pronunciamento para reafirmar o compromisso do Brasil com o Estado Democrático de Direito, a defesa das instituições e o respeito à Constituição Federal.
Por Almi Coelho


