O brasileiro é notoriamente apaixonado por esportes, sobretudo, pelo futebol. Esse fervor acabou impulsionando o mercado de iGaming a partir da regulamentação, lançada no dia 1º de janeiro de 2025, mas esse não foi o único propulsor desse novo segmento. Essa é a visão de Thiago Garrides, CFO da Cactus Gaming – empresa líder na oferta de soluções iGaming.
De acordo com o executivo, esse crescimento significativo se deve a uma mistura de elementos, como a paixão por esportes, a digitalização da população adulta e a criação de uma legislação específica para a atividade.
“Quando o país estabeleceu regras claras e fiscalização ativa, isso atraiu investimento, profissionalizou as operações e aumentou a confiança dos consumidores. Hoje, o Brasil já movimenta cerca de R$ 22 bilhões por mês em apostas online, um volume comparável a grandes setores da economia”, explicou Thiago Garrides.
Ainda conforme o representante da Cactus Gaming, esse é um mercado jovem, mas que amadureceu rapidamente, proporcionando a abertura de vagas de trabalho, novas fontes de arrecadação e inovação tecnológica. Atualmente, o Brasil está entre os cinco principais mercados de apostas esportivas e jogos online do planeta.
O impacto da regulamentação do iGaming no Brasil
Thiago Garrides também avaliou o impacto da regulamentação implementada pelo Ministério da Fazenda, que está prestes a completar um ano em vigor. Para ele, as regras foram benéficas tanto para as empresas quanto para os jogadores maiores de idade.
“Antes, o mercado operava numa “zona cinzenta”, sem segurança jurídica. Agora, com licenças emitidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), há mais previsibilidade, transparência e controle. Para o jogador, isso significa mais segurança. Para o operador, significa um ambiente estável para investir e inovar”, ressaltou.
Além disso, o executivo da Cactus Gaming salientou que o governo deve arrecadar em torno de R$ 10 bilhões anuais somente com esse novo segmento. “Para o governo, um novo vetor de arrecadação, estimado em cerca de R$ 10 bilhões por ano. Ou seja: todos ganham quando o mercado é regulado”, concluiu Thiago Garrides.



