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Folclore rondoniense ganha força com festas, lendas e mais de R$ 32 milhões em investimentos

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Comemoração resgata lendas, danças, culinária e religiosidade; emendas parlamentares somam mais de R$ 5,6 milhões entre 2023 e 2025

Nesta sexta-feira (22), o Brasil celebra o Dia do Folclore, data oficializada em 1965 para valorizar tradições culturais como lendas, danças, músicas, festas populares, artesanato, culinária e brincadeiras. O termo foi criado em 1846 pelo britânico William John Thoms, a partir da junção das palavras folk (povo) e lore (conhecimento).

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Em Rondônia, o folclore se destaca pela mistura de influências indígenas, amazônicas, nordestinas e bolivianas. Para fortalecer essas manifestações, a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) tem garantido recursos por meio de emendas parlamentares em parceria com a Sejucel. Entre 2023 e 2025, foram destinados mais de R$ 5,6 milhões para iniciativas culturais, segundo a deputada Ieda Chaves (União Brasil), presidente da Comissão de Educação e Cultura.

De 1º a 10 de agosto, Porto Velho recebeu o 41º Arraial Flor do Maracujá, maior festival folclórico da região Norte. O evento reuniu 42 agremiações e encantou o público com apresentações de quadrilhas juninas e bois-bumbás. Os vencedores foram a quadrilha JUABP e o boi-bumbá Az de Ouro (categoria adulta), além da quadrilha Rádio Farol e do boi Estrelinha (categoria mirim).

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Fundada em 1997, a Rádio Farol é uma das agremiações mais tradicionais de Rondônia, acumulando 13 títulos em quase três décadas. Além das competições, mantém um centro cultural na zona norte de Porto Velho, onde desenvolve um trabalho social com crianças por meio da “Rádio Farol Mirim”.

Outro símbolo cultural do estado é a Festa do Divino Espírito Santo, realizada no Vale do Guaporé. Conhecida como a única romaria aquática do Brasil, a tradição reúne povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e bolivianos. Em procissões realizadas sobre as águas, símbolos como a coroa, o cetro e a bandeira são levados às comunidades em devoção.

Em Guajará-Mirim, o Duelo na Fronteira mantém viva a disputa entre os bois-bumbás Malhadinho e Flor do Campo. Em 2024, o Malhadinho foi o campeão. O evento recebeu R$ 500 mil em emendas parlamentares, destinadas pela deputada Dr. Taíssa (Podemos). Para a presidente da agremiação, Camila Miranda, o boi vai além do espetáculo:
“Cada batida do tambor é um grito de esperança. O Malhadinho é cultura, é acolhimento, é economia criativa, é sustento para centenas de famílias”, destacou.

Os festejos rondonienses também resgatam mitos amazônicos, como o Curupira, a Iara e o Mapinguari, além de valorizarem a gastronomia regional. Entre os pratos mais prestigiados estão a caldeirada de tambaqui, jatuarana recheada, pirarucu de casaca e dourado à delícia com banana e jambu.

Para dar continuidade a esse trabalho, a Assembleia Legislativa aprovou recentemente mais de R$ 32 milhões em recursos para eventos culturais em todo o estado.

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