Ex-governador aparece com 24,6% das intenções de voto em levantamento do Instituto Phoenix; resultado reflete a ausência de novas lideranças consolidadas no estado
O resultado de pesquisas eleitorais pode sempre ser questionado, independentemente da credibilidade de quem as realiza. Mas há um fato que resiste a qualquer análise: em toda disputa política, o peso da memória conta — e muito.
A mais recente pesquisa do Instituto Phoenix, divulgada em 5 de novembro, trouxe um dado revelador sobre o cenário político de Rondônia. O ex-governador Confúcio Moura (MDB) lidera as intenções de voto para o Governo do Estado com 24,6%, mesmo sem ter anunciado qualquer intenção de disputar o cargo em 2026.
Mais do que um simples número, o resultado revela o poder simbólico da figura de Confúcio na política rondoniense e a carência de novas lideranças consolidadas no estado.
Na sequência, Fernando Máximo (União Brasil) aparece com 20,1%, representando o campo conservador e o eleitorado alinhado à direita. Já o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), consolida 15,9%, com uma base interiorana forte.
Mesmo fora da linha de frente, o nome de Confúcio Moura mantém peso e credibilidade junto a diferentes segmentos da população — especialmente entre os que valorizam estabilidade, serenidade e experiência administrativa. Sua imagem se consolidou como uma espécie de “porto seguro” em meio à turbulência política e à desconfiança generalizada em novas figuras públicas.
O levantamento também mostra a presença de Samuel Costa (REDE), com 5,6%, representando um discurso progressista que começa a ganhar espaço entre jovens e servidores da capital. Já nomes tradicionais, como Ernandes Amorim e Sérgio Gonçalves, buscam se reposicionar em um tabuleiro ainda em reconfiguração.
Outro dado relevante é o alto percentual de indecisos, brancos e nulos — 25,5% —, o que indica amplo espaço para movimentações e articulações políticas nos próximos meses.
Em síntese, a liderança de Confúcio Moura sem campanha é mais que um resultado: é um sinal de paradoxo político em Rondônia.
De um lado, o desejo por renovação; de outro, a confiança no passado. Entre a prudência e a novidade, o eleitor rondoniense, por enquanto, parece preferir o nome que já mostrou como governa — mesmo sem dizer que quer voltar.

