O Alerta Rondônia vem recebendo, com frequência alarmante, denúncias sobre as condições precárias enfrentadas por pacientes, acompanhantes e motoristas no Hospital Regional de Cacoal. Um problema que já foi levado à direção do hospital e a órgãos públicos, mas que segue sem solução, está gerando indignação na comunidade e afetando a qualidade de vida dos usuários do sistema de saúde.
De acordo com relatos, caminhões boiadeiros estão constantemente estacionados em frente ao hospital, o que resulta no derramamento de fezes e urina dos animais no pátio. O mau cheiro tem sido um problema insuportável, atingindo pacientes debilitados, acompanhantes e os motoristas de ambulância que precisam aguardar no local. A insalubridade, além de ser uma questão de saúde pública, gera desconforto extremo, especialmente para quem já está em uma situação vulnerável.
O presidente da Associação dos Condutores de Ambulância, Natanael Ribeiro dos Santos, confirmou que diversas reclamações foram enviadas à direção do hospital por meio de ofícios. No entanto, até agora, nenhuma providência concreta foi tomada.
Motoristas de ambulâncias relatam que não têm condições adequadas para permanecer no local enquanto aguardam pacientes. Já moradores das proximidades do hospital reclamam do cheiro e do fluxo intenso de veículos pesados, que afetam a mobilidade e a qualidade de vida no bairro.
Pacientes e acompanhantes, muitos vindos de outras cidades da região central do estado e da Zona da Mata, relatam indignação. “A gente já chega aqui fragilizado, em busca de atendimento, e se depara com uma situação desumana. Isso é um descaso total”, afirmou um acompanhante que preferiu não se identificar.
Apesar das inúmeras denúncias, a Secretaria Municipal de Transporte, a administração do hospital e até a Prefeitura de Cacoal ainda não apresentaram ações efetivas para resolver o problema. A ausência de fiscalização e de organização na área externa do hospital reflete uma gestão que não prioriza as condições mínimas de dignidade para os cidadãos.
“O silêncio das autoridades é revoltante. Quanto tempo mais as pessoas terão que suportar essa situação? Será que só vão agir quando algo grave acontecer?”, questiona Natanael Ribeiro, destacando a urgência de medidas.
A comunidade exige uma resposta imediata, incluindo:
- Proibição do estacionamento de caminhões boiadeiros no entorno do hospital;
- Fiscalização contínua na área externa;
- Medidas sanitárias para garantir a limpeza e evitar problemas de saúde pública;
- Ação conjunta entre Prefeitura, Secretaria de Transporte e Secretaria de Saúde para resolver o problema.
O Alerta Rondônia continuará acompanhando a situação e cobrando as autoridades para que tomem providências urgentes. A saúde e a dignidade das pessoas não podem ser negligenciadas.
Por Almi Coelho/Alerta Rondônia





