As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais desde o final da tarde de segunda-feira (23) deixaram um rastro de destruição, com pelo menos 49 mortes confirmadas até a manhã desta quinta-feira (26). Os dados mais recentes do Corpo de Bombeiros indicam que o número de vítimas continua subindo à medida que as equipes aprofundam as buscas por desaparecidos em áreas afetadas por enchentes e deslizamentos.
Mortes, desaparecidos e resgates
Juiz de Fora concentra a grande maioria das vítimas, com 43 mortes já confirmadas. A cidade, uma das mais atingidas pelo temporal, enfrenta um cenário crítico de destruição e continua com buscas intensas por desaparecidos — cerca de 16 pessoas seguem sem ser localizadas, segundo o último balanço.
Ubá contabiliza seis mortes e ainda registra dois desaparecidos, conforme as atualizações das equipes de resgate.
Equipes de resgate continuam atuando em várias frentes na região, com unidades especializadas do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.
Desabrigados, desalojados e infraestrutura
As fortes chuvas provocaram enchentes, deslizamentos de terra e alagamentos em bairros inteiros, deixando milhares de pessoas sem casa ou forçadas a se deslocar para abrigos públicos e casas de parentes.
Em Juiz de Fora, diversas vias continuam bloqueadas, o transporte coletivo opera de forma reduzida e serviços essenciais seguem sendo restabelecidos com dificuldade, devido a trechos danificados e à instabilidade do solo em áreas próximas a encostas.
Clima, alertas e continuidade
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas de perigo para chuvas intensas na Zona da Mata até sexta-feira (27), inclusive com previsão de precipitação persistente e possibilidade de ventos fortes — fatores que aumentam o risco de novos alagamentos e deslizamentos de terra.
Moradores e autoridades seguem em alerta, com equipes de emergência prontos para atuar em áreas de risco.
Repercussão e contexto histórico
O município de Juiz de Fora segue em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira (24), o que agiliza o acesso a recursos federais e estaduais para socorro e reconstrução.
Especialistas têm apontado que eventos extremos — como as chuvas recordes registradas em fevereiro — podem estar associados a efeitos climáticos mais amplos, exigindo reforço em políticas de prevenção e infraestrutura urbana.




