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Confúcio e a manobra para concentrar votos da esquerda; Tezzari enfrenta ameaça; e Follador e a retirada de Dr. Gilber da convenção do NOVO

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Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143

A conta do terceiro mandato do presidente Lula

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CARO LEITOR, no terceiro mandato, o presidente Lula (PT-SP) prometeu colocar comida barata na mesa e aliviar o bolso do brasileiro. O resultado, porém, é uma economia sufocada por juros estratosféricos, uma taxa Selic que trava investimentos e crédito, além de um governo que parece enxergar no aumento de impostos a única solução para fechar as contas. O IOF virou instrumento de arrecadação, enquanto novas cobranças e tarifas públicas corroem a renda de famílias e empresas. O discurso de justiça social perde força quando o contribuinte paga cada vez mais para receber menos. A inflação continua castigando o supermercado, os alimentos seguem pesando no orçamento, e viajar pelo país tornou-se um luxo diante das passagens aéreas e terrestres cada vez mais caras. O brasileiro trabalha para sustentar um Estado-nação que arrecada em ritmo recorde, mas devolve serviços aquém do esperado. O governo celebra números fiscais, enquanto a população faz malabarismos para pagar contas. A economia deixou de ser um motor de prosperidade para se transformar em uma máquina de arrecadação, onde quem sempre paga a conta é o cidadão.

Cegueira

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A cegueira de parte da sociedade diante da política econômica do governo Lula impressiona. Enquanto juros elevados, impostos, IOF e o custo de vida avançam, muitos ignoram os sinais de uma economia que pesa cada vez mais no bolso do brasileiro.

Juros

O presidente Lula (PT-SP) prometeu que reduziria as taxas de juros. Antes, atribuía a responsabilidade a Roberto Campos Neto; agora, com Gabriel Galípolo no comando do Banco Central por indicação de Lula, a prometida queda da taxa básica de juros segue distante da realidade.

Negativados

Milhões de brasileiros convivem com dívidas e o nome negativado nos cadastros de crédito. Entre juros elevados, inflação persistente e impostos crescentes, sobra pouco para quitar as contas. O resultado é um país que trabalha mais e consegue pagar menos.

Cenário

É sob esse cenário de juros elevados, alta carga tributária, inflação, famílias endividadas e o elevado preço do pedágio da BR-364 que o PT, PCdoB, PV, PDT e o MDB realizam amanhã (25) suas convenções em Rondônia para definir os candidatos às eleições majoritárias e proporcionais.

Suspense

Sempre afirmei que o senador Confúcio Moura (MDB) disputaria a reeleição. O suspense nunca passou de uma estratégia política, como já fez em outras ocasiões. Também alertei os possíveis concorrentes ao Senado: tratá-lo como carta fora do baralho seria um erro.

Articulou

O senador Confúcio Moura (MDB) articulou, junto à cúpula nacional do PT, a retirada da pré-candidatura da jornalista Luciana Oliveira (PT) ao Senado. Com isso, busca concentrar os votos da esquerda em torno do seu nome e manter-se como aliado do presidente Lula (PT-SP) no Senado.

Interessa

A quem interessa a reeleição do senador Confúcio Moura (MDB)? Na minha avaliação, ela fortalece a base de apoio do presidente Lula (PT-SP) no Senado e contribui para manter uma composição mais favorável ao governo. Também entendo que esse cenário reduz a probabilidade de avanço de pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Retirada

Qual o cenário mais favorável a Confúcio Moura (MDB)? A retirada da pré-candidatura de Pedro Abib (MDB) ao governo, que não ganhou tração, para compor como vice nas chapas de Expedito Netto (PT) ou Samuel Costa, fortalecendo uma aliança de centro-esquerda.

Redirecioná-lo

Caso Pedro Abib não aceite disputar a vice-governadoria em uma composição do MDB com PT e PSB, o partido poderá redirecioná-lo para a disputa de deputado federal ou estadual. A decisão dependerá das articulações e do espaço político oferecido.

Bobagem

Contudo, Confúcio Moura (MDB), associado ao PT e à candidatura de Expedito Netto ao governo, enfrentaria a resistência do antipetismo em Rondônia, que tem peso eleitoral. Por outro lado, o senador já declarou diversas vezes seu voto e apoio ao presidente Lula (PT), portanto, pura bobagem.

Frente I

O segundo cenário seria Confúcio Moura (MDB) retirar a pré-candidatura de Expedito Netto (PT) ao governo e conduzir a federação PT/PCdoB/PV para apoiar Pedro Abib (MDB), formando uma ampla frente de centro-esquerda em Rondônia para a disputa eleitoral.

Frente II

Nessa frente também pode estar o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), que busca disputar o Senado. Se o TSE confirmar sua elegibilidade, será um nome competitivo e estratégico. Ele pode atrair eleitores de Confúcio Moura (MDB) para o segundo voto ao Senado.

Frente III

O terceiro cenário envolve o PSB e a pré-candidatura de Samuel Costa ao governo. A frente de centro-esquerda poderia ganhar força com Confúcio Moura (MDB) e Acir Gurgacz (PDT). Para isso, Neidinha Suruí (PSB) teria de disputar uma cadeira na Câmara de Deputados e a vice do PSB ficaria com o PT.

Final

Outro cenário é uma articulação de Confúcio Moura (MDB) e Acir Gurgacz (PDT) para retirar as pré-candidaturas de Expedito Netto (PT) e Samuel Costa (PSB), lançando, na reta final, Vinícius Miguel (PSB) ao governo em uma ampla frente de esquerda.

Fúnebre

A convenção do MDB será fúnebre, amanhã (25), será marcada pelo luto após a morte repentina do histórico emedebista Carlos Henrique Papillon, neto do fundador do partido em Rondônia, Paulo Araújo. Papillon faleceu após um infarto fulminante, em meio a divergências internas no MDB sobre sua participação na nominata de deputado federal.

Áudio

Antes de sua morte súbita, Carlos Henrique Papillon gravou um áudio no qual criticava a condução do MDB em Rondônia na definição da nominata de deputados federais. Na gravação, afirmou que o senador Confúcio Moura (MDB) estaria agindo como um “rei”, cercado por “bajuladores que o mima” concordando com suas decisões.

Listados

Os pré-candidatos a deputado federal relacionados pela Executiva do MDB em Rondônia são, em sua maioria, aliados do senador Confúcio Moura (MDB), deixando de fora lideranças do interior, como Valsirio Pedro de Lima, de Guajará-Mirim. A nominata tem dificuldades para eleger um deputado federal, por sua vez, alcançar a cláusula de desempenho.

Colares

Falando em nominata, a pré-candidatura de Luciana Colares a deputada estadual pelo MDB fortalece a presença feminina na política. Com disposição para o diálogo e participação pública, representa a renovação e amplia a voz das mulheres nos espaços de decisão em Rondônia.

Ieda

A deputada estadual Ieda Chaves (União) consolidou sua trajetória política com atuação voltada à defesa dos direitos das mulheres e da causa animal. Seu mandato é marcado pela apresentação de propostas, incentivo às políticas públicas para mulheres e diálogo permanente em favor da proteção social e do bem-estar animal.

Número I

O número 22 carrega forte identificação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que provocou uma disputa interna pelos números iniciados pelo dígito 2. A definição mobilizou os pré-candidatos que buscavam associar suas campanhas à identidade eleitoral do bolsonarismo.

Número II

A ata da Convenção Eleitoral do PL, registrada no TRE, confirmou os números dos pré-candidatos majoritários e proporcionais. Na disputa ao Senado, Bruno Bolsonaro Scheid (PL) usará o número 222, enquanto Fernando Máximo (PL) concorrerá com o 221.

Número III

Na chapa proporcional, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL) manteve o número 2210, utilizado em 2022, e a vereadora Sofia Andrade (PL) ficou com o 2233. Já o deputado Lúcio Mosquini (PL), recém-filiado ao partido, garantiu o cobiçado número 2222. Já o deputado estadual Jean Mendonça concorre a reeleição com o número 22222.

Mudança

Thiago Tezzari elegeu-se vereador de Porto Velho pelo PSDB, mas, de olho em uma vaga na Câmara dos Deputados, filiou-se ao PSD. A mudança fortalece seu projeto eleitoral, pois o partido montou uma nominata mais competitiva, enquanto o PSDB sequer conseguiu estruturar uma chapa para a disputa federal.

Acionou

Entretanto, o Diretório Municipal do PSDB, presidido por Lindomar do Sandubas, acionou a Justiça Eleitoral para pedir a perda do mandato do vereador Thiago Tezzari, alegando infidelidade partidária após sua filiação ao PSD sem aval da executiva municipal.

Reconheça

A audiência sobre o pedido de perda do mandato de Thiago Tezzari já ocorreu. Diante da evidente desestruturação do PSDB em Rondônia, a troca para o PSD parece justificável. Resta esperar que a Justiça Eleitoral preserve seu mandato e reconheça a realidade política dos fatos.

Provocado

Nos bastidores da política, comenta-se que o ditado “tal pai, tal filho” não se aplicaria ao vereador de Ariquemes Lucas Folhador (Novo), filho do ex-deputado estadual Adelino Folhador. Críticos apontam que sua atuação tem provocado desgastes e questionamentos dentro da legenda.

Retirada

Segundo fontes do partido Novo ouvidas pela coluna, a retirada do nome do vereador Dr. Gilber Mercês da Ata da Convenção Eleitoral da legenda teria ocorrido por decisão interna atribuída ao vereador Lucas Folhador. Se confirmada, a medida reforça críticas sobre a condução interna do partido e a concentração de decisões em poucas mãos ligadas ao edil.

Sério

Falando sério, a escolha política é resultado de valores, percepções e experiências diferentes. Para críticos do PT e do presidente Lula (PT-SP), existe uma resistência em reconhecer problemas econômicos e de gestão do governo. Já seus apoiadores destacam avanços sociais e defendem a continuidade do projeto político.

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