O corpo do madeireiro Francisco Charles Gomes, de 32 anos, foi localizado na noite de quarta-feira (5) por dois indígenas em Espigão D'Oeste (RO). O homem havia desaparecido no final de semana, depois de ser arrastado pela correnteza enquanto tentava atravessar a pé por uma ponte, após o rio Tenente Marques transbordar.
De acordo com o subcomandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Gilvander Gregório de Lima, o resgate do corpo deve ser feito ainda nesta quinta-feira (6) com apooio de um helicóptero cedido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). A Polícia Federal (PF) e Fundação Nacional do Índio (Funai) também apoiam no resgate.
Segundo Valter Henrique Waiandt, um dos amigos que estava acompanhando a vítima, no momento que o amigo perdeu o equilíbrio ele pulou na água e tentou segurá-lo, mas foi vencido pela força da correnteza no rio, que puxou Francisco.
Desde o dia do afogamento, Valter estava buscando formas de fazer buscas e resgatar o corpo do amigo, mas não estava conseguindo.
No momento que Valter falava com a equipe do G1 ele estava na delegacia, pois havia sido informado que dois índios encontraram o corpo do amigo na noite de quarta-feira, enquanto estavam pescando no rio. O corpo estava próximo a uma cachoeira.
“Um outro amigo nosso que estava no momento do incidente foi para aldeia para ajudar os índios nas buscas. Quando chegou, os índios já tinham o encontrado. Esse nosso amigo ainda ajudou a retirar o corpo da água. O corpo estava a cerca de dois quilômetros de onde ele caiu. Nós achávamos que ele estava mais longe”, contou Valter, se dizendo mais aliviado.
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Valter disse ainda que o acesso para chegar ao é rio difícil, por conta de más condições da estrada, não sendo possível chegar nem mesmo de carro.
“O local do acidente fica a cerca de 133 quilômetros de Espigão D’Oeste. Para chegarmos de moto, demoramos cerca de 9h d eviagem”, contou.
De acordo com o subcomandante do Corpo de Bombeiros, Gilvander, as buscas devem iniciar ainda nesta quinta-feira.
Todo o suporte será dado pela equipe de Porto Velho, mas o resgate será feito pelo quartel dos bombeiros militares de Pimenta Bueno (RO). Além disso por se tratar de área indígena, a Polícia Federal e a Funai também acompanharam o resgate.
“Vamos contar com esse apoio, pois o local onde a vítima está, se trata de uma reserva indígena, então buscaremos esse apoio por questão de segurança. A demora se deu por conta da logística para chegarmos até o local, que é de difícil acesso”, explicou o coronel.
Gilvander não soube informar quantos profissionais serão designados para trabalhar no resgate do corpo e nem o horário que a equipe saíra de Pimenta Bueno.

Entenda o caso
No domingo (2), quando os quatro amigos já estavam perti da aldeia, precisaram atravessar uma ponte que estava transbordando água por cima, devido a cheia do rio.
Dois dos amigos atravessaram a ponte, primeiramente levando as duas motocicletas. Já os outros dois ficaram para atravessar a pé. O primeiro passou sem dificuldade. Já o homem de 32 anos, ao tentar atravessar, perdeu o equilíbrio e caiu dentro do rio.
Um dos amigos que havia atravessado com a motocicleta pulou no rio para tentar salvá-lo. Ele ainda conseguiu agarrar a vítima, porém a correnteza estava forte e ele começou a perder as forças. Nessa hora, acabou soltando a vítima, que sumiu no fundo do rio.
Após o afogamento, os três amigos ainda ficaram várias horas procurando pelo corpo, mas não encontraram.



