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Deputados intercedem, mas acordo entre servidores da educação e Governo não sai

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Não houve avanços na reunião na manhã desta quinta-feira (15), entre deputados estaduais, membros do Governo e a direção do Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) e a greve da categoria prossegue, ficando uma possível definição para a manhã desta sexta-feira (16), quando ocorrerá uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Rondônia.

 

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Convidada pelos parlamentares, integrantes da Mesa de Negociação Permanente (Menp), órgão do Governo encarregado de avaliar os impactos orçamentários em reajustes salariais, não apresentaram nenhuma contraproposta à categoria, que agora espera que a justiça auxilie nessas negociações.

 

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O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho (MDB), os deputados estaduais Anderson do Singeperon (PV), Hermínio Coelho (PDT), Léo Moraes (PTB), Jesuíno Baobaid (PMN) e Alex Redano (PRB) participaram da reunião, além da presidente do Sintero, Lionilda Simão.

 

Representando o Governo, os secretários de Educação (Seduc), Valdo Alves; de Finanças (Sefin), Wagner Garcia; de Planejamento (Sepog), George Braga e o seu adjunto, Pedro Pimentel, e da Casa Civil, Emerson Castro, além da superintendente da Segep, Helena Bezerra, e técnicos governamentais.

 

Números das finanças do Estado foram apresentados e discutidos. Representantes do Governo asseguraram que não há espaços para a concessão dos reajustes pleiteados pela educação, pois isso implicaria, segundo o Governo, numa possibilidade de ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além de trazer um risco de atraso de salários, inclusive, pela suposta incapacidade de o Estado absorver esse aumento de despesas.

 

Os deputados sugeriram que fossem feitos estudos e tomado medidas que representassem redução de gastos, para abrir espaços para o atendimento da categoria. Sem sucesso, os membros do Executivo se mostraram irredutíveis e não houve avanços. Maurão confirmou que vai estar presente à audiência de conciliação nesta sexta-feira, junto com outros parlamentares.

 

A presidente do Sintero disse que a categoria apresentou uma proposta viável ao Governo, que não fez nenhuma contraproposta. “Queremos a implantação do Plano Estadual de Educação (PEE), encaminhado pelo Governo e aprovado pela Assembleia Legislativa, mesmo que de forma gradativa. A principal bandeira é o acréscimo de 1% a cada ano no orçamento da educação”.

 

O Sintero defende ainda a celeridade nas aposentadorias e na transposição dos servidores, correções para os técnicos educacionais, com algumas faixas recebendo menos do que o salário mínimo até, entre outras reivindicações. Até agora, o Governo acenou com a continuidade dos pagamentos das progressões e pecúnias, já acordados desde o ano passado.

Postado por Almi Coelho

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