Dois homens suspeitos de matarem três pessoas a tiros no último mês de outubro foram presos, nesta sexta-feira (17), em Ji-Paraná (RO). As prisões aconteceram nas casas dos suspeitos, no Bairro Primavera e Val Paraíso.
As prisões foram feitas em cumprimento a um mandado de busca e apreensão, executados por agentes da Delegacia de Homicídios com o apoio da Polícia Militar (PM).
De acordo como o delegado que comandou as investigações dos casos, Cristiano Matos, os crimes começaram a serem investigados assim que ocorreram.
Com relatos de testemunhas e auxílio da PM e Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), a Polícia Civil conseguiu chegar aos autores dos assassinatos.

Duplo homicídio
O delegado explica que o primeiro crime aconteceu no dia 19 de outubro, no Bairro Primavera, quando um casal foi morto a poucos metros da casa do suspeito, em um terreno baldio, mesmo local em que as vítimas usavam drogas.
“Ouvimos testemunhas e foi identificado que as vítimas tinham uma dívida de droga com o suspeito. Ele mora bem próximo ao local onde as vítimas estavam e tem um ponto de vendas de drogas. Ele atirou à queima-roupa”, explica o delegado.
Após ser preso, o suspeito negou as acusações e disse à polícia que estava apenas de passagem pela cidade. Porém, na casa dele, os policiais encontraram cerca de R$6 mil em dinheiro e dezenas de pedras de crack em um pote escondido.
“Muito desse dinheiro estava escondido no forro da casa, parecia até que tinha sido roído por ratos, o que indica que estava há muito tempo lá”, afirma.
Outras três pessoas que estavam na casa também foram encaminhadas para Delegacia de Homicídio.
A Polícia Civil apreendeu a moto que teria sido utilizada no crime e ainda investiga quem era o comparsa que estava com o suspeito no momento do crime.
Terceiro Homicídio
O terceiro assassinato aconteceu em um bar no dia 26 de outubro, na Rua T25, Bairro Nossa Senhora de Fátima. Segundo a polícia, o suspeito era comparsa da vítima em crimes e teria se desentendido com ela depois de um furto.
“Ao que tudo indica, eles eram parceiros em furto de gado. Em razão da desavença relativa à partilha do produto furtado, ele teria matado o comparsa”, explica o delegado.
Durante a prisão, a polícia encontrou três armas com ele e uma delas era uma garrucha, que pode ter sido a arma usada no crime.



