MULHER É INTERNADA APÓS ABORTO ILEGAL E POLÍCIA INVESTIGA O CASO

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A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) investiga um caso de aborto ilegal em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. Conforme a polícia, a mulher, de 44 anos, fez um aborto ilegal, passou mal e foi levada para o Hospital Regional (HR) do município. A Polícia Militar (PM) foi chamada e registrou o caso, na noite de terça-feira (28). A unidade hospitalar informou que a suspeita continua internada e seu estado de saúde é estável.

O namorado da mulher, de 35 anos, contou à PM que o casal está junto há dois anos. Eles moram em Campos de Júlio (MT) e a mulher estava grávida de aproximadamente um mês. O homem disse que viajou para uma fazenda a trabalho, quando a suspeita teria aproveitado sua ausência para ir em Vilhena fazer o aborto.

No município rondoniense, a mulher entrou em contato com um homem desconhecido, e adquiriu comprimido abortivo. Ela fez uso do medicamento no hotel onde estava, passou mal e chamou o namorado. O homem foi ao local e levou a mulher para o HR. A unidade não deu detalhes sobre o estado de saúde da mulher, mas confirmou que ela continua internada nesta quinta-feira (2).

A delegada da Deam, Solângela Guimarães, explica que a mulher não será presa após sair do hospital, pois quando a polícia foi comunicada sobre o caso, ela já passava por uma raspagem no útero, ou seja, não daria para lavrar um auto de prisão em flagrante.

Contudo, a Deam já instaurou um inquérito policial, no qual será anexado o exame feito pela médica legista, no corpo da suspeita, que constata a prática do crime. A mulher será indiciada pelo crime de aborto, e as investigações seguirão pela Deam de Vilhena, pois o caso aconteceu no município.

Segundo Solângela, a intenção da Deam também é localizar o sujeito que vendeu o remédio para a mulher, porque, diante da lei, ele é considerado cúmplice do crime. A delegada ainda ressaltou que o aborto é considerado legal em duas circunstâncias: Na hipótese que a lei chama de aborto necessário, quando não há outro meio de salvar a vida da gestante; e o aborto no caso de gravidez resultante de estupro.

“A mulher precisa se conscientizar sobre o aborto. Além de ser ilegal, é imoral. Hoje se fala muito da liberdade da mulher quanto ao uso do corpo, mas ela tem que entender que tudo tem limite e esse limite já está estabelecido na legislação”, enfatizou a delegada Solângela Guimarães.

 
Fonte: Aline Lopes e Eliete Marques Do G1 Vilhena e Cone Sul
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