
Os educadores da rede estadual fizerem um protesto na frente de uma casa de shows usada para uma palestra para mais de 700 servidores da educação, nesta sexta-feira (23), em Cacoal (RO). No local, os grevistas usaram cartazes e gritaram palavras de ordem e cantaram músicas contra o governo do estado.
O diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia (Sintero), Vandeburgo Correia, atribui ao Governo do Estado a culpa dos educadores estarem paralisados há 32 dias. O término da greve depende da proposta apresentada pelo governo.
Vandeburgo explica que a intenção dos grevistas com as manifestações é chamar a atenção do governo.
“O governo foi notificado em dezembro de um plano estadual de educação para ser cumprido, no entanto, até o momento não recebemos respostas. Ele tem se blindado atrás de uma mesa de negociação permanente, que serve para protegê-lo”, reclamou o diretor.
Entre as reivindicações dos professores está um plano estadual, aprovado em 2015. O plano trata sobre o piso dos técnicos, merendeira e outros profissionai. Segundo os manifestantes, a lei do piso para os professores também já foi aprovada.
“São por essas razões que a educação está lutando de forma respeitosa, junto ao estado. Já estivemos em três ou quatro audiências, mas que o governo não participou. É preciso que a sociedade saiba que o Governo de Rondônia é o maior culpado dessa greve”, atribui Vandeburgo.
O diretor diz ainda que a classe está se sentindo humilhada diante do tratamento empregado aos servidores, pelo estado.
“Nós estamos nos sentindo horrorizados, desmotivados e sobretudo humilhados, porque um governo que se quer dá uma resposta, não respeita a categoria”, lamentou o professor.
Vandeburgo diz que a greve o último recurso dos servidores e que a situação gera transtorno a sociedade, porém como não há retorno, esse recurso precisa ser utilizado.
“Lamentavelmente precisamos fazer a greve, sabemos que isso traz um transtorno a sociedade. Nós servidores da educação temos que repor todos os dias que estivermos em greve, pois a educação funciona com dias letivos. Esse governo não respeita a educação, e está desrespeitando toda a sociedade civil organizada, com essa atitude”, disse.
O diretor disse que o fim da greve depende da proposta apresentada pelo estado de Rondônia. Na última quarta-feira (21), o governo informou que deve apresentar uma proposta até o final de semana.
Nesta sexta-feira, professores da rede estadual ocuparam o prédio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em forma de protesto. O local segue sendo ocupado pelos educadores.








