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Senador Acir Gurgacz não recebe visitas no primeiro dia de cumprimento de pena

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A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-DF) de Brasília deu detalhes do primeiro dia do senador Acir Gurgacz (PDT-RO) no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele segue preso por crimes contra o sistema financeiro e cumpre a pena em uma cela individual que fica na ala de vulneráveis da Penitenciária do Distrito Federal I. Acir foi candidato ao Governo de Rondônia nas Eleições 2018.

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No primeiro dia, Acir ficou na cela, fez todas as refeições e teve duas horas de banho de sol. Conforme a SSP, ele não recebeu visitas e “tudo correu dentro da normalidade”. A cela onde o senador está tem seis metros quadrados, que comporta uma cama de concreto com colchão, um vaso sanitário, pia e chuveiro.

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No bloco onde Acir está preso, a SSP informou que há uma Unidade Básica de Saúde com estrutura de uma pequena Unidade de Pronto Atendimento (UPA), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Segundo a secretaria, essa foi uma das razões pela qual a Vara de Execuções Penais determinou a internação do senador neste bloco.

A SSP disse ainda que quem fornece materiais ao senador como escova de dentes, creme dental, sabonete, cobertor, entre outros, é o próprio estado. Ressaltou que Acir pode receber de fora objetos pessoais como shampoo, quantidade específica de roupas e lençóis de cama. Caso Gurgacz precise de livros, poderá usar apenas a biblioteca da unidade prisional.

Segundo a assessoria do senador, Acir vai poder sair do presídio para trabalhar. Ele pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer trabalho externo no Senado durante o dia. O pedido segue em análise pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

A defesa do senador vem informando que tentará reverter a prisão de Gurgacz quando o acórdão com a decisão do STF for publicado.

O parlamentar deixou a sede da Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçu (PR) na última quarta-feira (17) e chegou ao Distrito Federal no início da tarde do mesmo dia. A transferência de Acir para Brasília foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes no último domingo (14).

Fraude financeira

Acir foi acusado e denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por fraude financeira. Segundo a denúncia, entre 2003 e 2004, o senador teria obtido, mediante fraude, financiamento junto ao Banco da Amazônia com a finalidade de renovar a frota de ônibus da Eucatur, empresa de transporte gerida por ele.

De R$ 1,5 milhão liberados para a compra, o senador foi acusado de se apropriar de R$ 525 mil. Com o restante, comprou ônibus velhos, diferentemente do objeto do empréstimo que era a compra de ônibus novos, prestando contas com notas fiscais falsas.

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