
Uma travesti conhecida como Bruna conseguiu autorização da 1ª Vara Criminal da Comarca de Jaru (RO) para ser transferida a um presídio feminino da cidade. Segundo o juiz que concedeu a transferência, Bruna responde processo por roubo e estava presa desde janeiro em uma cela individual do presídio masculino. A decisão foi publicada nesta semana no site do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).
Conforme investigações, Eliandro Brasilino de Moraes, chamada de Bruna, foi presa com mais dois amigos após sair de uma danceteria do município e chamar um táxi para ir embora. Ao chegar no destino final indicado pelo trio, o grupo disse não ter dinheiro para pagar a corrida e ainda exigiu que o taxista entregasse a carteira e as chaves do veículo.
Assim que foi presa, acusada de roubo, Bruna foi levada ao presídio masculino de Jaru, mas logo depois disse ser travesti e pediu para ficar em cela separada dos demais detentos. Após ficar isolada na unidade, Bruna entrou com o pedido de transferência para o presídio feminino, por opção de gênero.
Após fazer a solicitação, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) acolheu o pedido de Bruna e encaminhou ao judiciário local . A mudança de presídio foi assinada pelo juiz Adip Chaim Elias Homsi Neto, durante esta semana.
No mês de fevereiro, o minitro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência de duas travestis para presídio feminino. Diferentemente do caso de Jaru, a travesti presa em Presidente Prudente estaria em uma cela com mais 31 homens.
Segundo a Justiça de Rondônia, a transferência da travesti já foi concretizada, mas a data de mudança entre presídios não foi divulgada.






