Investigação federal em Massachusetts aponta a participação de brasileiros em suposto esquema que cobrava até US$ 40 mil por casamentos de fachada para obtenção de benefícios migratórios.
Uma investigação conduzida por autoridades federais dos Estados Unidos revelou um suposto esquema milionário de casamentos fraudulentos envolvendo cidadãos americanos e estrangeiros que buscavam regularizar sua situação migratória no país. O caso ocorreu em Massachusetts e resultou na prisão de cinco mulheres e na apresentação de acusações criminais contra seis pessoas, segundo informações divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
De acordo com as autoridades, o grupo organizava casamentos de fachada com o objetivo de facilitar a obtenção de benefícios migratórios. Os valores cobrados poderiam chegar a US$ 40 mil por união, segundo as informações da investigação.
Brasileiros aparecem nos documentos judiciais
Documentos judiciais apontam que brasileiros teriam participado de diferentes etapas do esquema investigado. Um deles procurou voluntariamente as autoridades federais e admitiu ter pago pela organização de um casamento fraudulento.
Outro brasileiro citado na investigação já possuía uma ordem de deportação emitida em 2009. Apesar da determinação, ele permaneceu nos Estados Unidos e posteriormente se casou com a mulher apontada pelos investigadores como líder da organização.
A participação de brasileiros no caso chamou a atenção para o alcance da suposta operação, que teria atendido estrangeiros interessados em obter vantagens migratórias por meio de uniões matrimoniais fraudulentas.
Mulher é apontada como líder da organização
A principal investigada é Jennifer Gonzalez, de 43 anos, residente em Fall River, cidade localizada a aproximadamente 80 quilômetros ao sul de Boston.
Segundo os promotores federais, Gonzalez teria comandado a operação por mais de dez anos, arrecadando milhões de dólares com a organização de casamentos falsos destinados a estrangeiros que buscavam regularizar sua permanência nos Estados Unidos.
As autoridades investigam a estrutura e o funcionamento do grupo, incluindo a participação de intermediários e pessoas envolvidas na organização das uniões.
Investigação federal
O caso foi conduzido pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), com divulgação de informações pelo Departamento de Justiça. As medidas adotadas incluem prisões e acusações criminais contra suspeitos de integrar o esquema.
Casamentos fraudulentos realizados com a finalidade de obter benefícios migratórios podem resultar em consequências criminais e migratórias, conforme a legislação americana.
As acusações apresentadas no caso deverão ser analisadas pela Justiça. A responsabilização criminal dos investigados depende do andamento do processo e da comprovação dos fatos perante o tribunal.
Fonte: JovemPan


