Fiscalização encontrou pessoas em situação de vulnerabilidade, suspeita de retenção de cartões bancários e um idoso acamado em estado grave
A Polícia Civil de Rondônia realizou, na terça-feira (1º), uma fiscalização em uma instituição de acolhimento após receber denúncias sobre possíveis violações de direitos de idosos e pessoas com deficiência atendidos no local.
A intervenção teve início depois que uma das pessoas acolhidas relatou estar sendo mantida na instituição contra a própria vontade, além de supostamente enfrentar falta de alimentação e cuidados adequados. A denúncia também apontava para a retenção de cartão bancário e possível apropriação de valores referentes a benefício previdenciário e economias pessoais.
Diante das informações, policiais civis foram ao estabelecimento acompanhados por representantes do Conselho Municipal do Idoso e profissionais da assistência social.
Durante a fiscalização, segundo a Polícia Civil, o responsável pela instituição teria se recusado a apresentar cartões bancários e documentos pertencentes aos acolhidos. Ainda conforme a corporação, houve resistência à atuação dos agentes e uma luta corporal durante a intervenção, que resultou em lesão em um policial civil.
Os investigadores também flagraram uma tentativa de ocultação de documentos pessoais e de um cartão bancário pertencentes a um idoso. Os envolvidos foram presos e encaminhados para a realização dos procedimentos legais cabíveis.
No interior da instituição, as equipes encontraram um idoso acamado e em grave estado de saúde. Ele recebeu atendimento imediato e foi encaminhado a uma unidade hospitalar.
Os demais idosos e pessoas com deficiência identificados em situação de vulnerabilidade foram retirados do estabelecimento e encaminhados para atendimento pela rede de proteção.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para determinar a extensão das possíveis violações, apurar as circunstâncias dos fatos e individualizar eventuais responsabilidades.
A corporação destacou ainda que a atuação busca proteger idosos, pessoas com deficiência e demais pessoas em situação de vulnerabilidade, além de interromper possíveis ciclos de violência e responsabilizar os envolvidos conforme o resultado das investigações.

