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Rondônia entra pela primeira vez no cadastro criado pelo governo federal em 2003

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O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou nesta terça-feira (6) a lista suja do trabalho escravo, incluindo os nomes de 82 novos empregadores. Entre eles, o estado de Rondônia, a primeira unidade da federação a entrar no cadastro desde que ele foi iniciado, em 2003.

O processo que incluiu o estado de Rondônia envolveu dois trabalhadores encontrados em condições degradantes de trabalho, análogas à escravidão. O processo continua em sigilo.

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do governo de Marcos Rocha (PSD) via email por volta das 11h30 desta terça-feira, mas não obteve resposta.

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Segundo a pasta, houve uma redução de 51,48% no total de novos empregadores em relação à última atualização da lista, em abril deste ano. Minas Gerais concentra a maioria dos casos, com 19, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão registram seis ocorrências cada.

A criação de bovinos para corte registrou o maior número de trabalhadores resgatados, com oito ao total. Em seguida, vêm os serviços domésticos, em que sete pessoas foram encontradas em condições análogas à escravidão. As produções de carvão vegetal e a de café tiveram, cada uma, seis trabalhadores identificados.

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Nesta última atualização, 151 nomes foram eliminados da lista, já que os empregadores permanecem pelo período de dois anos.

Em agosto, uma operação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 479 trabalhadores que atuavam sob condições análogas à escravidão, em ações que ocorreram em todas as regiões do país. A estimativa dos órgãos envolvidos é que os empregadores paguem R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias devidas às vítimas. O maior número de casos havia sido em Minas Gerais também.

Na última atualização da lista suja, em abril, a montadora BYD e o cantor Amado Batista haviam sido incluídos. Dois dias depois, a empresa chinesa foi retirada por decisão judicial.

Depois da divulgação dessa lista, o secretário de inspeção do Trabalho, pasta responsável pela lista, foi dispensado do cargo. Na ocasião, auditores fiscais acusaram o ministro Luiz Marinho de interferir e fragilizar o combate ao trabalho análogo à escravidão.

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