Em Rondônia as peças são movimentadas com cautela no tabuleiro político, pois no próximo ano há muita coisa em jogo. Além do governo do estado, das 24 cadeiras na Assembleia Legislativa e de mais oito na Câmara Federal, desta vez serão duas vagas no Senado.
A estrutura existente no governo pesa muito em uma campanha. O governo é como um rolo compressor, e para enfrentar uma estrutura assim o adversário precisa se desdobrar. Um bom nome, com apoio da máquina do estado, tem lugar praticamente garantido no segundo turno.
Atualmente os nomes que mais empolgam os eleitores como pré-candidatos ao governo são o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), o senador Marcos Rogério (PL-RO), o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil-RO), o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Alex Redano (Republicanos), não necessariamente nessa ordem.
Em política não há nada impossível, mas será muito difícil uma composição entre Marcos Rogério e o governador Marcos Rocha (União Brasil). Com alguns dos outros pré-candidatos, o governador já conversou. Com outros, a conversa deverá continuar.
A tendência natural é que, em uma composição política, Marcos Rocha indique o nome do vice. Na atual conjuntura, o nome mais forte a ser indicado pelo governador é o chefe da Casa Civil, Elias Rezende.
O novo chefe da Casa Civil teve papel essencial para que o governador não tivesse sido afastado do cargo na recente viagem a Israel, quando teve que ficar abrigado em um bunker durante a guerra com o Irã. Elias Rezende cresceu politicamente com sua atuação.
A equipe do ComTexto conversou com Elias Rezende. Ele explicou o trabalho que vem desenvolvendo na Casa Civil e disse que ocuparia o cargo que lhe fosse destinado pelo governador Marcos Rocha.
Em relação aos rumores de que será indicado candidato a vice-governador em uma chapa apoiada por Marcos Rocha, a resposta de Elias Rezende foi semelhante ao que se vê em alguns filmes de espionagem do ator Tom Cruise: o chefe da Casa Civil disse que não poderia confirmar nem negar qualquer tipo de informação.
“O governador tem conversado com pré-candidatos, e como se sabe, política é a arte de negociar. Também considero natural que Marcos Rocha indique o candidato a vice, e acredito que ele fará isso”, disse Elias Rezende.

