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Janela partidária abre temporada de articulações para as eleições de 2026 em Rondônia

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Passado o período das festividades momescas, o cenário político de Rondônia volta suas atenções para as eleições de 2026. A partir de março, com a abertura da janela partidária, deputados poderão trocar de legenda sem sofrer sanções da Justiça Eleitoral, o que deve provocar uma intensa movimentação nos bastidores.

Entre as mudanças já comentadas está a saída do deputado federal Lúcio Mosquini do MDB. Também é dada como praticamente certa a migração do deputado federal Fernando Máximo, eleito pelo União Brasil, para o PL.

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Senado entra no radar

A disputa ao Senado começa a ganhar contornos mais definidos. Fernando Máximo desponta como possível candidato à Casa Alta, assim como a deputada federal Silvia Cristina (PP), que também articula seu nome para a vaga.

A expectativa é de uma renovação significativa na bancada federal, considerando o desgaste natural de alguns mandatos e a intenção de parlamentares em disputar outros cargos. Entre os nomes que deverão enfrentar desafios para manter espaço político estão Rafael Fera (Podemos-Ariquemes), Coronel Chrisóstomo e Cristiane Lopes, esta última pressionada pela forte concorrência na capital.

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Ex-prefeitos e ex-deputados voltam ao jogo

As eleições de 2026 também devem marcar o retorno de lideranças tradicionais. O ex-prefeito de Ouro Preto do Oeste, Carlos Magno, que recentemente assumiu o comando estadual do Solidariedade, é um dos nomes cotados.

Em Ji-Paraná, os ex-prefeitos Jesualdo Pires e Isaú Fonseca também são apontados como possíveis candidatos.

Entre os ex-parlamentares que ensaiam retorno à Câmara Federal estão Natan Donadon e Anselmo de Jesus. Já para a Assembleia Legislativa surgem nomes como Só na Bença e Zequinha Araújo.

Influência goiana segue marcante

Desde as primeiras eleições estaduais, realizadas em 1982, a influência de políticos goianos na política rondoniense é notável. Naquele pleito foram eleitos deputados federais como Olavo Pires e Assis Canuto.

Em 1986, Jerônimo Santana foi eleito governador, consolidando essa presença. Atualmente, o senador Confúcio Moura, ex-prefeito de Ariquemes e ex-governador por dois mandatos, é considerado uma das principais lideranças com origem goiana em destaque no estado.

Novos alinhamentos

As articulações também atingem a Assembleia Legislativa. O deputado Marcelo Cruz, ex-presidente da Casa de Leis, deve migrar para o Avante.

Nos bastidores, comenta-se que o ex-governador Ivo Cassol (PP) pode apoiar um projeto ao Palácio Rio Madeira liderado pelo prefeito de Cacoal, Adailton Fúria.

O PT, por sua vez, organiza sua nominata à Câmara dos Deputados sob a liderança de Anselmo de Jesus, podendo contar com o reforço da ex-senadora Fátima Cleide.

Com a janela partidária prestes a abrir, o tabuleiro político rondoniense entra oficialmente em fase de reconfiguração. As próximas semanas serão decisivas para consolidar alianças, definir candidaturas e traçar os rumos da disputa eleitoral de 2026.

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