O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão representa uma derrota política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela indicação. Atual titular da Advocacia-Geral da União (AGU), Messias havia sido escolhido para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.
O nome do advogado chegou a ser aprovado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa que costuma anteceder a confirmação pelo plenário.
A indicação foi anunciada por Lula há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial (MSF 7/2026) só foi enviada ao Senado no início de abril. O intervalo gerou questionamentos nos bastidores e levantou dúvidas sobre a articulação política do governo.
A rejeição no plenário é considerada incomum, já que, historicamente, os indicados ao STF costumam ser aprovados após passarem pela CCJ.
O resultado expõe fragilidades na base de apoio do governo no Senado e pode influenciar diretamente as próximas decisões envolvendo indicações para a Suprema Corte.
Com a decisão, a vaga no STF permanece em aberto. Ainda não há definição sobre quem será o novo indicado pelo presidente da República, mas a expectativa é de que o próximo nome busque maior consenso entre os senadores para evitar novo revés.

