Lula criticou o senador Flávio Bolsonaro, que é o único candidato à presidência envolvido com os escândalos de corrupção do Banco Master
Em participação no podcast ‘Desce a Letra Show’, o petista afirmou que os acontecimentos prejudicam a instituição. “Eu acho que o que tá acontecendo no Supremo Tribunal Federal não é uma coisa boa. Não é uma coisa boa. Porque significa que aquele mafioso chamado Vorcaro envolveu todo mundo”, disse.
Lula criticou os rumos da investigação contra o banqueiro e a seletividade do relator, o ministro André Mendonça, com o caso. Lembrou que os demais ministros tiveram que ‘brigar’ para terem acesso aos documentos do caso. O presidente também destacou que boa parte das informações do caso só foram divulgadas por fazerem de outros inquéritos.
Lula defendeu que a apuração das suspeitas seja acompanhada da punição dos responsáveis e de uma discussão sobre mudanças institucionais. “Eu estou confiante de que nós vamos encontrar uma saída, apurar, punir quem tiver que punir, e começar a discutir uma reforma no Poder Judiciário que tem que ser acompanhada de uma reforma na política também”, disse.
O presidente, relembrou que Alexandre de Moraes foi indicado ao STF pelo ex-presidente Michel Temer e disse que o ministro deve ser investigado. “Ninguém está acima da lei”, disse, acrescentando que isso vale para ele, para o presidente do STF, Edson Fachin, e para todos os ministros da Corte.
Lula também criticou o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “nervosinho”. O presidente associou a reação do adversário à atuação do ministro Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro e os envolvidos na tentativa de golpe e à possibilidade de novas revelações sobre a relação de Flávio com Vorcaro.
“Ele tá nervosinho porque vai aparecer todas as falcatruas dele do Vorcaro, o churrasco, a bebida, as mulheres e os R$ 130 milhões que ele pegou do Vorcaro para poder financiar o filme do pai”, disparou.
Ao responder à pergunta sobre o risco de novas tentativas de golpe, Lula afirmou estar convencido de que “a extrema-direita continuará trabalhando nessa perspectiva”, mas disse que o governo está atento para impedir uma ruptura e fortalecer a democracia.




