A possibilidade de que uma reunião reservada entre ministros do Supremo Tribunal Federal tenha sido gravada e posteriormente vazada gerou forte preocupação e desconforto entre integrantes da Corte. O episódio teria irritado o presidente do tribunal, o ministro Edson Fachin, que avalia medidas institucionais para lidar com o caso.
De acordo com informações divulgadas pelo site Poder360, foram publicados detalhes da reunião, incluindo a suposta transcrição de trechos das falas dos ministros durante discussões sobre um relatório da Polícia Federal. O documento apontaria menções ao ministro José Dias Toffoli em mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Nos bastidores da Suprema Corte, o sentimento predominante entre os magistrados é de quebra de confiança. A principal preocupação gira em torno da possibilidade de criação de um ambiente de desconfiança interna, além do receio de que futuras reuniões sigilosas possam ser comprometidas por eventuais gravações.
A reunião, convocada pelo presidente do STF, foi realizada de forma reservada e cercada por medidas rigorosas para evitar vazamentos. O encontro foi dividido em duas etapas e contou apenas com a presença dos dez ministros da Corte, sem participação de assessores ou servidores.
Mesmo com os cuidados adotados, a divulgação de informações consideradas internas aumentou a tensão entre os membros do tribunal. O ministro Edson Fachin avalia que o episódio não pode ser tratado como algo normal e estuda qual será o posicionamento institucional da Corte diante do ocorrido.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência da gravação nem sobre a origem do suposto vazamento.

