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Observatório CIEE Juventude e Trabalho aponta que 62% dos estudantes universitários dividem a rotina entre estudo e emprego

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O evento de lançamento do observatório contou com a presença de Daniel Ximenes, diretor de Regulação da Educação Superior do MEC, e Jeferson Altenhofen, vice-presidente do Grupo Cogna, uma das maiores organizações de educação do mundo

O Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE realizou uma nova edição do CIEE Conecta. O encontro marcou o lançamento do Observatório CIEE Juventude e Trabalho, braço de análise de dados nacionais e inteligência de mercado desenvolvido para estudar os dados, tendências e comportamentos da juventude brasileira e do Hub de Evidências FGV Policy Lab CIEE, uma parceria inédita do Observatório com a FGV EESP Policy Lab, que tem como objetivo dar ainda mais ênfase ao tema e produzir materiais conjuntos que possam pautar ações e políticas nacionais e internacionais para a juventude.

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No evento, o Observatório CIEE Juventude e Trabalho e o Hub de Evidências FGV Policy Lab CIEE apresentaram um Raio X atual da juventude brasileira no ensino superior.

O levantamento, realizado a partir de dados da PNAD contínua do IBGE e do Censo do Ensino Superior do INEP, considerando jovens brasileiros de 18 a 29 anos, mostrou que as mulheres representam 57,4% das matrículas no ensino superior e que 62% dos estudantes universitários dividem a rotina entre os estudos e o trabalho.

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Em relação ao modelo de ensino, os dados apontam que as faculdades privadas concentram 26,3% dos alunos no ensino a distância (EaD), enquanto a rede pública tem apenas 2,8%. Dentre o maior grupo da rede privada, destaca-se o presencial noturno, com 29,9%.

Os números mostram ainda um crescimento de mais de 48% nas matrículas de 98% no total de ingressantes no ensino superior entre 2009 e 2024. Em contrapartida, o número de concluintes de cursos não acompanhou a forte expansão, e aumentou apenas 21% no período, sendo que as evasões se mostraram maiores principalmente na faixa etária de 25 a 29 anos. No recorte dos cursos com maior índice de desistência, o topo da lista é formado por Serviços; Negócios, Administração e Direito; e Artes e Humanidades, No entanto, a evasão se mostra mais relacionada à modalidade do que à área de conhecimento: cursos à distância apresentam, em média, o dobro da evasão observada nos cursos presenciais.

Após a apresentação dos dados, Daniel Ximenes, diretor de Regulação da Educação Superior do MEC, e Jeferson Altenhofen, vice-presidente do Grupo Cogna, participaram de um debate sobre como melhorar a atração de novos alunos e coibir a evasão.

Para Ximenes, a inclusão no ensino superior depende de acesso, permanência e qualidade: “Nós temos uma taxa de evasão de 41,9% nas matrículas EaD. Não podemos olhar para o aluno que estuda a distância de forma isolada, ele tem que ser um aluno frequente no processo pedagógico todos os dias”, argumentou o diretor do MEC.

Do lado do setor privado, Jeferson Altenhofen trouxe a questão financeira como um dos principais motivos para o trancamento de matrícula. Segundo ele, esse percentual é de 70%. No entanto, quando o estudante também é estagiário e está inserido no mercado de trabalho, a chance de trancar o curso cai em 20%. Em outras palavras, a empregabilidade traz uma consistência que ajuda a manter o aluno na faculdade.

Apesar das dificuldades, o vice-presidente da Cogna reforçou o peso do diploma para o futuro dos jovens. “O ensino superior é uma etapa dentro de uma jornada de aprendizagem que vai ser muito longa daqui para a frente, e é um fator extremamente importante do ponto de vista de ascensão profissional e ascensão salarial”, concluiu.

O último painel do CIEE Conecta foi mediado por Rodrigo Dib, superintendente Institucional do CIEE, na roda de conversa sobre “Como conectar, liderar e engajar a juventude”. Dib destacou a importância de engajar novos talentos com base em dados concretos, que é o propósito do Observatório CIEE Juventude e Trabalho. Segundo ele, os dados revelam, por exemplo, que o jovem atual não é imediatista quando se trata de decisões de consumo, mas sim muito consciente e pé no chão.

Dib também reforçou que essa nova geração busca clareza no diálogo com os gestores e com o mundo corporativo, e que as lideranças têm o papel de orientar o caminho para que o jovem consiga se desenvolver. “Nas escolas não existe essa transição para o mundo do trabalho, por isso é preciso mostrar aos jovens que a carreira ainda é construída passo a passo”, pontuou.

Sobre o Observatório CIEE Juventude e Trabalho
O Observatório CIEE Juventude e Trabalho é um braço de inteligência de mercado idealizado pelo Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE e desenvolvido para decifrar o comportamento do jovem brasileiro por meio de estudos de comportamento e tendências, mapeando o perfil das novas gerações e do futuro profissional dos jovens.
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