Dez meses depois da morte do Policial Militar do Acre (PMAC), Alexandro Aparecido dos Santos, 36 anos, nascido em Vilhena (RO), a Justiça do Acre resolveu colocar Kennedy Silva Magalhães, acusado de ter disparado a arma no policial, ao crivo do júri popular. A audiência acontece nessa quarta-feira (07), a partir das 7h30 mim (horário do Acre), na 2ª Vara do Tribunal do Júri em Rio Branco.
Conforme o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Acre (MPAC), em oito de setembro de 2016, apontou Kennedy como o responsável por cometer homicídio qualificado.
Na noite dessa terça-feira o advogado do acusado Kennedy Magalhães, soltou uma nota de esclarecimento sobre a repercussão na mídia. “O que eu tenho a dizer a respeito do júri de quarta, dia 7, onde defenderei Kennedy Magalhães, é que uma coisa é a comoção que se criou em torno da causa – com justa indignação pela morte do policial – outra coisa é o que realmente aconteceu! Os autos contém cinco perícias que apontam a grande possibilidade de não ter sido Kennedy quem disparou aquela arma – o júri decidirá. Minha defesa será técnica, racional e objetiva”, escreveu Sanderson Moura.
O crime – O PM participava de uma ocorrência no bairro Novo Horizonte, na periferia de Rio Branco, no dia 15 de agosto de 2016. Na ocasião, dois suspeitos foram abordados. Um reagiu ao ato da corporação da PM acreana. Na época da bronca, a polícia informou que um terceiro suspeito havia sido abordado, no entanto, se evadiu do local. Uma luta corporal foi iniciada e em questão de segundos, o policial recebeu um tiro no queixo e a bala ficou alojada na cabeça. O militar foi levado para o Pronto Socorro de Rio Branco pelos próprios colegas, mas, ao chegar ao hospital já estava sem vida.
Logo após a prisão dos suspeitos, um vídeo circulou nas redes sociais onde colocava em dúvida quem teria acionado a arma do policial. Em outubro, a Justiça acreana ordenou a perícia na mídia. Os peritos chegaram à conclusão que o vídeo não sofreu edições em suas imagens. Além o inquérito policial também solicitou a perícia papiloscópica e residuográfica nas mãos do acusado.
PM foi sepultado em Vilhena – Após velório ocorrido em Rio Branco sob muita comoção, Alexandro Aparecido foi sepultado em Vilhena, sua terra natal. Ele nasceu em Rondônia e morava no estado vizinho desde novembro de 2009 juntamente com sua família.

