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Em Ji-Paraná, PRF prende trio com cheque clonado para a prática do famoso golpe do Paco ou do cheque achado

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Durante uma abordagem de rotina, a Polícia Rodoviária Federal, em Ji-Paraná, conseguiu desbaratar um grupo de estelionatários de Manaus/AM que pretendiam aplicar o famoso do “Paco” ou do cheque achado. A prisão aconteceu no posto da PRF, na tarde desta segunda-feira, dia 19.

De acordo com a PRF, os suspeitos viajavam em uma caminhonete Triton, de cor prata, placas PHF-2123, sentido Vilhena, quando foram abordados para uma averiguação de rotina. Durante a checagem nominal, os policiais acabaram encontrando dois Mandados de Prisão em desfavor dos passageiros Jonas da Silva Correia de Andrade e Raimundo Batista dos Santos, pelo crime de Estelionato, sendo que um dos Mandados já havia sido revogado e o outro cumprido.

O motorista, identificado como Aguinaldo Ferreira Alves, falou que estava indo para a cidade de Goiânia comprar roupas, pois seu amigo Raimundo reside lá já um bom tempo. Mas em todo momento da entrevista demonstrou um certo nervosismo e se contradizia com as versões dos passageiros.

Durante uma busca minuciosa pelo interior da caminhonete, os PRF’s localizaram uma folha de cheque clonado de uma conta inoperante desde 2011, preenchido no valor de R$ 16.500,00 com assinatura em branco, que possivelmente seria usada para aplicar o golpe. Também foram encontradas várias promissórias em branco e uma certa quantia em dinheiro.

Diante da situação, o trio foi conduzido para a delegacia de polícia onde após os esclarecimentos pode-se confirmar que realmente a intenção do grupo era aplicar golpes na região.

GOLPE DO PACO

Existem muitas variantes deste golpe, todas baseadas na ganância e em uma suposta recompensa por ter achado, recuperado e devolvido algum suposto valor. Este golpe é normalmente chamado de “golpe do paco” ou “golpe do achadinho”.

Na versão clássica, normalmente praticada por duas pessoas, os estelionatários ficam observando até que alguém “apropriado” saque uma boa quantia em dinheiro em um banco ou caixa automático.

Uma vez identificada a vítima, a seguem, um golpista vai à sua frente e o outro logo atrás.

O da frente deixa propositadamente cair uma folha de cheque de alto valor, ou um pacote de dinheiro falso ou outro objeto aparentemente de grande valor, visando chamar a atenção da vítima, que apanha o cheque, pacote ou objeto, e o devolve ao estelionatário “que o perdeu”, pensando estar ajudando.

O outro estelionatário, aproxima-se e diz que também viu o acontecido ou finge participar da devolução.

Neste momento, o estelionatário “descuidado” se diz agradecido e oferece uma recompensa à vítima e ao comparsa, dizendo que eles deverão comparecer a um escritório, levando um bilhete para receber dita recompensa. Entretanto, solicita à vítima que deixe a bolsa com todo o dinheiro que tiver, como “garantia” de seu retorno.

A vítima entrega sua bolsa com dinheiro e vai buscar sua gratificação, ao ser incentivada pelo outro estelionatário que simula a entrega da carteira ou de outro valor importante.

Somente percebe que foi vítima de um golpe quando descobre que o endereço do tal escritório não existe. Nesta altura os estelionatários, obviamente, já desapareceram.

Existem muitas variantes. Em uma comum, o “paco” a ser achado é deixado no caminho de saída do banco e não feito cair em frente a vítima.

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