Superintendente da PRF tem prazo de dez dias para explicar sobre a abordagem dos policiais contra os manifestantes que exibiam faixas contrárias ao presidente.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento preparatório para apurar ações supostamente abusivas por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e cerceamento à livre manifestação do pensamento durante agenda do presidente Jair Bolsonaro em Porto Velho (RO), nesta quinta-feira (3).
Em vídeos divulgados em portais de notícias e em redes sociais, policiais rodoviários federais aparecem em cenas que podem indicar intimidação contra manifestantes que portavam faixas contrárias ao atual presidente.
O procurador da República Raphael Bevilaqua enviou ofício ao superintendente da PRF em Rondônia perguntando qual a motivação para impedir a manifestação pacífica, questionando ainda se os manifestantes estavam invadindo o perímetro reservado ao deslocamento presidencial ou fora da faixa de isolamento das vias, se a abordagem foi decisão de um ou outro patrulheiro ou consta como abordagem padrão em alguma norma operacional da PRF, se houve o mesmo tratamento aos manifestantes que portavam faixas e bandeiras favoráveis ao presidente, se há alguma orientação em manual de atuação/operação ou ordem superior para proibir a exibição de faixas e cartazes. Além disso, pediu-se a identificação dos agentes que determinaram aos manifestantes a retirada das faixas.
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Fonte: MPF/RO



